segunda-feira, 14 de junho de 2010

Itália- Lido di Jesolo, Veneza, Verona e San Remo

No dia seguinte pegamos a estrada bem cedinho rumo a Itália, eu não conseguia me conter de tanta emoção, só dava eu e Anja "ITÁLIA MANO!"
Logo após a fronteira pudemos ver as casas, os rios, as montanhas...tudo tão lindo, tudo TÃO ITÁLIA!
Na primeira parada já nos sentimos super bem, um pela língua mais entendível (bem melhor que tcheco e alemão né) e outra pelos homens...e que homens G-jus!!
Chegamos em Lido di Jesolo no fim da tarde e vimos nosso lindo hotel com vista pro mar. Lido faz parte da província de Veneza, é uma cidade de praia como muitas que vemos por aí no Brasil, mas bem mais organizado.
Fomos de cara pra praia e mesmo não estando muito quente eu pulei na água. Há tempos eu não entrava no mar, as últimas praias que fui foram na Dinamarca e no Canadá, frio de mais né? Foi uma delícia!
De noite passeamos pela linda cidade.

Logo pela manhã pegamos um barco rumo a Veneza, todos conhecem Veneza não é? Cidade linda e romântica, cheia dos canais e gôndolas.
Antes de ir pra lá algumas pessoas me desanimaram demais dizendo que lá fedia muito, que não tinha nada além do passeio de gôndola, que era muito caro ainda por cima, mas chegando lá percebi que as pessoas não souberam ver qual é a verdadeira beleza do lugar.
Veneza não tem muitos monumentos espalhados pela cidade, a própria cidade é o monumento! Em que lugar do mundo há rios ao invés de ruas? E as ruas que tem são super estreitas? Que cidade mantêm as casas antigas daquela maneira? Que cidade tem tanta música pelas ruas e praças como Veneza? Só de andar pelas ruazinhas daquele lugar já fui tomada por imensa alegria de estar alí.

A primeira coisa que fizemos foi andar de gôndola, MUITO caro mas é preciso. Depois fomos pra praça de São Marco e andar. Depois de muito andar eu cansei e voltei pra praça, lá havia um grupo de música, tocavam piano, violino, violoncelo, saxofone e acordeon (eu AMO acordeon). Sentei na praça e senti que poderia ficar alí por horas só observando, que delícia.



Mais tarde encontramos com o resto dos intercambistas e fomos pra Lido. De noite fui nadar na praia, um friiiiio, mas foi muito bom!!
O dia seguinte foi livre, o único que dormimos até depois das 9 da manhã. Passamos o dia na praia. Eu tomei sol e escrevi muitos postais.
A Itália foi sem dúvida o lugar que comemos melhor, com 5 euros comíamos um pratão de macarronada ou lasanha ou pizza, uma delícia. Mas o que economizei em comida eu gastei em sorvete. Se eu pagava menos de 5 euros num almoço eu pagava 2 em uma bola de sorvete, eu disse UMA BOLA de sorvete. Mas era tão bom que eu não economizava mesmo!
No dia seguinte fomos a Verona e dormimos em San Remo. Em Verona vimos a arena de Verona, um mini-mini-mini-Coliseu, e depois a casa da Julieta. Pra quem não sabe a história de Romeu e Julieta se passa em Verona. Há controvérsias se a história é completamente fictícia ou se há algo de verdade, mas a casa está lá e a varanda dela também.
Antes de chegar na casa tem um beco com papéis pregados nas paredes onde as pessoas escrevem o próprio nome e o nome do namorado/marido/affair para ter sorte no amor. Depois a varanda dela.
Depois de Verona fomos a San Remo....não tem NADA naquele lugar, só tenho isso a dizer.
Arena

Eu colocando meu papelzinho

E isso é história pra outro post hahahah

sábado, 12 de junho de 2010

Viena- Áustria

Viena não foi dos mais badalados, em Praga na noite de balada um menino voltou muito tarde pro hotel sozinho e bêbado e foi mandado pra casa. Ficamos no maior clima ruim depois disso, pro completar no dia que chegamos era feriado e estava tudo fechado e eu comecei a ficar doente, nada legal.
Chegamos na cidade e andamos pelas ruas silenciosas, nada aberto, só as construções charmosinhas e o bom tempo para nos animar. Depois fomos para o hotel. Muuuuito longe o hotel, nem se quiséssemos íamos sair, o jeito foi fazer nossa própria festinha nos quartos.

Bagunças no hotel


No dia seguinte saímos para conhecer a cidade de verdade. Eu estava doente e sem forças, durante o tempo todo que passamos dentro do ônibus eu dormi.
Mas vamos lá, Viena é conhecida por ser importante centro de música erudita, música clássica, também por ser cidade natal de Freud, pelas igrejas góticas e pelo castelo de Schönbrunn, um dos maiores e mais importantes do mundo.
A primeira parada foi no castelo, lugar ENORME! 1440 aposentos, quer mais? Lógico que não visitamos tudo, nem metade! Mas foi ótimo, o lugar é de uma riqueza sem igual e tudo é conservado exatamente como antes. Os jardins são maravilhosos e me emocionei por estar vendo tudo aquilo ao vivo!

Depois fomos a casa de Hundertwasser. São prédios super modernos construídos de maneira irregular (inclusive o interior) onde cerca de 150 pessoas vivem. O lugar é impressionante e a vizinhança também, o chão todo irregular, paredes de mosaico e diferentes árvores, foi uma das coisas que mais gostei de Viena.

Depois fizemos um tur com o ônibus, mas como eu disse, eu dormi o tempo todo.
Depois fomos ver uma igreja gótica e passear nas enormes ruas de Viena. Como em todo lugar turísco da Europa haviam muitos artistas de rua, mas em Viena naquele dia tinha muuuuuuitas estátuas vivas, choquei.

O Vitor e uma das estátuas


O rotary não dava muito dinheiro para comer, 5 euros por dia e acredite, isso não é nada. O que podíamos comer era um lanche do McDonald's, e o mais barato custava 5,50, mas naquele dia o povo estava destinado a comer algo local. Com o dinheiro que tínhamos só dava para comer coisa de rua, e lá fomos nós comer um cachorro com a dita "linguiça austríaca". Só tenho uma coisa a dizer: ECA. Era um pão murcho e uma linguiça enorme com um queijo/creme nojentão no meio, pingando gordura, e gente, eu juro que não sou nojenta, quem me acompanha sabe que eu como o peixe melequento, repolho roxo doce, linguiça feita de sangue de porco (muito boa por sinal), mas aquilo não dava, eu me sentia menos saudável a cada mordida. Arrependimento mor!
Mais tarde o mesmo de sempre no hotel, dessa vez com piscina.
O seguinte? Um sonho, rumo à Itália!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Praga


Antes de continuar a narrativa deixa eu esclarecer uma coisinha, o negocio da cerveja no post anterior foi porque não é permitido beber no Eurotour, regras do Rotary.

Continuando.
No dia seguinte fomos cedinho para a República Tcheca. Devo confessar que não sabia nada sobre esse país e que antes de vir para o intercâmbio nem sabia que Praga ficava lá, tenso. Mas muita gente já tinha me falado que era um lugar lindo.
Antes de chegar a praga paramos para trocar nossos euros por coroas tchecas. Aiai esse povo que quer ser do contra (tipo a Dinamarca assim).
Antes de entrar na cidade fomos a um local que era um campo de concentração de judeus. Foi chocante ver as condições em que seres humanos eram mantidos alí, mais chocante ainda foi ver o cemitério enorme de pessoas que haviam morrido alí.

Depois chegamos direto no hotel que iriamos ficar. Leu direito? HOTEL, nada de hostel capenga, e aquele foi sem dúvida o melhor hotel da viagem, comida de gente e tudo mais!
A guia nos prometeu que se todos chegassem na hora aquela noite poderíamos ficar até mais tarde na próxima noite. Como não tínhamos muito tempo pra fazer só passeamos pela cidade.
Foi um choque! Eu estava de saia e as meninas de short, mas todo mundo de meia calça por baixo, nada vulgar mesmo, mas agente passava pela rua e TODO MUNDO olhava pra gente! Era sem noção, as mulheres faziam a maior cara feia e os homens secavam com os olhos, alguns mexiam com agente. Dependendo do atendente, éramos melhor ou pior tratadas em lojas. Uma coisa que assustou também foi a quantidade de cabarés no centro, um até se chamava Cabaret Carioca, a Ana ficou fula da vida porque ela é do Rio. Certa hora um cara veio até agente nos chamando pra entrar em um lugar, quando olhamos pra porta tinha um striper dançando. Saímos rapidinho.
No dia seguinte coloquei uma calça e fomos passear com o grupo. Fomos ao castelo de Praga, o maior do mundo segundo o Guinness. Além de enorme é lindo, cheio de pátios e com um vista maravilhosa.
Depois tivemos tempo livre para andar pelas rua de Praga. Ouvi dizer que esse é o melhor programa do lugar: andar sem rumo pelas ruas charmosas e cheias de música.
Me apaixonei.


Mais tarde fomos para o hotel nos arrumar e logo voltamos para cidade para balada.
Era uma balada que meu oldies contaram para mim sobre ela. Cinco andares de balada, eu disse CINCO! E cada um tinha um estilo e atrações diferentes, jogos, música eletrônica, músicas antigas, músicas atuais, painéis interativos, um projetor de água, pisos coloridos, laseres...tudo que você imaginar numa balada só.
Chegamos bem cedo, assim que o lugar abriu, e não tinha quase ninguém, mas mesmo assim me diverti horrores. Pulei de piso em piso, curtindo todas as músicas, luzes, cores e tudo de diferente que aquele lugar tinha. Ainda volto lá!!
Voltamos de taxi pra casa e nos preparamos para mais um dia, agora rumo a Viena.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Berlim- O início

VOLTEIII! Na verdade eu voltei tem uns 3 dias já, mas só agora tomei vergonha na cara de vir aqui atualizar. Eu me odeio por não atualizar isso aqui.
Antes do Eurotour rolou bastante coisa, altas festas e o último dia de aula, mas nem rola de contar mais.
Bora contar do Eurotour.
No dia 20 de maio eu acordei cedinho, super cansada por ter arrumado a mala de última hora até 3 da manhã, peguei o trem e encontrei com alguns intercambistas para o começo da melhor viagem de toda minha vida.
Passamos de Fyn para o sul da Dinamarca pegando cada vez mais gente e no final éramos cerca de 65 jovens entre 15 e 19 anos com um só destino: se divertir o máximo possível pela Europa!
Primeiro destino: Berlim.
Depois de horas de viagem na maior animação (da parte dos latinos pelo menos), chegamos à capital da Alemanha. Foi estranho chegar num país onde eu não entendia um A do que eles falavam, e era pior que na Dinamarca porque lá eles nem falam bem inglês.
Chegamos no Hostel e descobrimos que o lugar era uma droga e teríamos que dormir em quartos de 6 pessoas (se soubéssemos o que viria pela frente acho que não teríamos reclamado naquele lugar). Já não bastasse a comida de presídio do lugar (purê de batata e molho de carne, só!) ainda tinham uns japas safados mexendo com agente.
Logo demos um jeito de sair dali e ir conhecer a cidade.

Nosso hostel da floresta

Um dos intercambistas nossos conhecia uma intercambista da Alemanha e ela nos levou ao centro e nos ensinou como andar lá.
Já na estação central vimos uns blocos de dominó gigantes que fizeram parte da comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Compramos uma cerveja(eu disse UMA, pô, Alemanha né?) e fomos pra cidade. Vimos o parlamento, o portão de Brandeburgo e o monumento do Holocausto. Iríamos ver tudo isso pela manhã, mas de noite é outra coisa.

Os dominós na comemoração dos 20 anos da queda do muro...

...e eu na estação com um deles

Brandeburg by night

De manhã acordamos cedo e fizemos um city tour com o ônibus nos pontos mais importantes e mais tarde fomos a catedral de Berlim ouvir uma missa. Eu não gosto de missas, eu nem sou católica na verdade, mas foi um prazer estar naquele lugar. A igreja era maravilhosa e as missas protestantes são cheias de lindas músicas tocadas no órgão. Naquele momento me senti abençoada, eu estava na Europa, tem noção? Eu estava tento a oportunidade de ouvir (mesmo não entendendo bulhufas) uma missa na maior catedral de Berlim! Berlim mano!!

Monumento do Holocausto

Catedral maravilhosa de Berlim


Depois da igreja, tempo livre, ai que a aventura começou!
Fomos eu, Jéssica, Ana, Amanda (vulgo Anja) e Rennê destinados a achar o muro de Berlim. Mas como? Morando tanto tempo na Dinamarca estávamos desacostumados com cidades verdadeiramente grandes. Foi aí que Jé teve uma ideia que virou o lema do nosso Eurotour: pergunta no hotel! Gente, dica, isso funciona! Eles sempre tem mapas e sabem de tudo e você não tem que pagar por isso porque eles nunca vão saber se você está no hotel ou não. Se bem que naquele dia o cara devia saber porque estávamos um lixo e o hotel era fino.
Mesmo assim o cara foi um amorzinho e nos ensinou o caminho. Alguns trens e chegamos no muro. Um muro pequeno, cinza e com umas cercas envoltas "poxa, não dá nem pra encostar?". Foi aí que eu descobri que não existe apenas um pedaço do muro de Berlim restante (deeeer Luiza). Tiramos algumas fotos e voltamos para o centro.

Muro de Berlim

O tio do hotel deve ter morrido de rir por dentro ao nos ver de volta:
-Não tem outro muro não?
-Tem, esse era só o mais próximo
-Tá, qual é o mais legal?
-Tem um aqui, que você pega esse trem, depois esse metrô
-Agente pode encostar?
Daí o tio riu de verdade
-Pode, pode
E lá fomos, esse era longe mesmo.
Quando chegamos vimos que era enooooooorme cheio de pinturas de um lado e de outro todo branco, nem deu pra ver o muro todo de tão grande e dava pra encostar!! hahaha

Outro pedaço do muro

Depois fomos em direção a rua mais famosa de lá, com lojas chiquérrimas e onde tinhamos notícias de uma churrascaria brasileira, o povo tava seco por uma picanha.
No trem pro lugar de onde achávamos que era a rua encontramos alguns hablantes (leia-se latinos que não são brasileiros) que íam em direção ao estádio onde ocorreu a copa do mundo de 2006, lógico que fomos junto não é?
Lugar enorme e maravilhoso! Nunca imaginei que um dia estaria alí!



Depois voltamos ao nosso rumo.
Não sabíamos exatamente onde era a rua e resolvemos andar pra achar. Com muita pergunta e um mapinha capenga quase rasgando na mão achamos a bendita rua, mas não o restaurante, a rua era enorme.


Depois de muito andar e reclamar da nossa pobreza achamos o bendito lugar, chegando lá a facada: 30 euros pra um jantar! Isso pode não parecer muito, mas pense em EURO! E pense que somos intercambistas pobres que ganham 5 euros pra comer cada dia. Eu e Anja desistimos na hora e os meninos resolveram fazer a caminhada valer a pena. Como até pra sentar tinha que pagar 10 euros eu e Anja fomos pro bar do lugar. Chegando lá o barman já gritou "brasileiras?". Pois é, brasileiro tem em todo lugar! "Olha, eu não devia abrir agora, mas não devia estar fumando nem bebendo aqui então se vocês não contarem pra ninguém tá de boa."
Ele ligou o som, colocou o carnaval na televisão e ficamos por horas conversando.

Brazucada na Alemanha

Mais tarde voltamos pro hotel felizes da vida prontos pra novas aventuras.
Próximo destino? República Tcheca, Praga!

Cinco intercambistas e muitos trens por Berlim