sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O final de semana que fiquei ainda mais só

Já na quinta percebi que o que estava por vir não seria um final de semana normal.
Meu plano original era: ir para Oure na sexta com Anna da minha sala, dormir por lá e talvez ficar na escola no sábado ou simplesmente ir pra casa ficar com a família da minha host mãe que logo chegaria. Mas recebi a notícia de que um amigo meu iria ser mandado de volta pra Colômbia e embarcaria naquele domingo. Muito em cima da hora para programar qualquer viagem e sem contar que eu não estou com dinheiro para esses pulos pela Dinamarca, mas ele insistiu tanto, disse que queria muito me encontrar pela última vez e que era só eu ir para ilha dele que ele dava um jeito de me ver. Decidi ir. Não só pelo carinho enorme que tenho por ele, mas percebi que nunca mais iria vê-lo na minha vida e isso é muito forte. "Imagine Luiza! Você poderia facilmente fazer uma visita pra ele!" Não é tão fácil quanto parece e no inrtercâmbio percebemos que tudo é passageiro e que quando voltarmos aos nossos países cada um vai recomeçar sua vida e logo logo já não teremos ligação alguma. Só alguns poucos irão nos cativar a ponto de nos encontrarmos mais uma vez, e eu espero que ele seja um desses poucos e bons que continuem em minha vida, por isso iria fazer um esforço para ao menos dizer o quanto iria sentir sua falta.
Sexta coloquei algumas poucas roupas na mochila, fui ao banco verificar a situação das minhas estripulias e encontrei com Anna.
Ela está passando por uma época bem difícil e precisava de uma animada e nada melhor que compras! Por um momento aquela garota tão durona que curte preto, cerveja, cigarros e rock e carregava problemas que você nem imagina, se mostrou uma garota qualquer, que gostava de fazer compras, de fofocar sobre garotos, de se sentir bonita e que só precisava de carinho. Naquele momento ela me pareceu feliz e leve, mas foi só colocarmos os pés na escola que de alguma maneira tudo veio à tona mais uma vez e ela se afogou em lágrimas, cigarro e cerveja.
Eu já estava me vendo no buraco que tinha me enfiado. Quase ninguém da minha sala tinha ficado na escola naquele final de semana, só ela, daí ficaria o resto da noite com uma amiga bebada escornada pelos cantos e chorando por problemas que eu não conseguiria resolver.
Em um momento ela foi fumar e simplesmente fugiu me deixando só na sala e TV. Ótimo, exatamente a noite que eu queria não é? Por sorte um garoto mais velho do Højskole veio conversar comigo e depois de um tempo ele disse que iria para uma sala de música com uns amigos e me chamou para ir também. Fui e fiquei impressionada como bebados de pura vodka polonesa conseguiam fazer uma música tão boa no improviso. O menino que conversava comigo mandava muito bem na bateria e fiquei pirando com a música que eles estavam fazendo. Uma colega minha apareceu tresloucada de tão bebada por lá e me mandou tomar cuidado com o garoto por ele estava afim de mim, mas já aprendi a aproveitar as situações com pessoas que estão afim de mim como oportunidade de diversão sem dar a menor chance da pessoa te beijar. É que os europeus tem muito menos atitude que os latinos e é muito fácil evitar uma investida.
Mais tarde fui pro café onde estava estava Benjamin, acho que já disse que tinha um menino indo fazer intercâmbio pelo Rotary não é? Mas a parte mais legal vocês não sabem: ele está indo pro Brasil!!! Logo que ele me viu ele me chamou para conversar. Conversamos até o café fechar e depois fomos para o quarto dele... Já estou até vendo o pulo que meu pai vai dar se ler isso, mas calma, as coisas aqui são muito diferentes, eu posso muito bem ir para o quato de um menino e ficar apenas conversando, como o que aconteceu. Coversamos sobre tudo. Fiquei um pouco chocada com algumas coisas que ele falou, a primeira coisa é que ele achava que eu estava tendo alguma coisa com Daniel porque vamos juntos pra formatura e Daniel tinha vindo na minha casa no final de semana passada... detalhe importante: eu não comentei com ninguém nenhuma dessas duas histórias, não sei como isso se espalhou. Ele disse que queria ir comigo pra formatura mas Daniel me chamou primeiro. Mas o que mais me chocou foi que ele disse que contaram pra ele que eu beijei um menino chamado Andreas, da minha sala, na festa de natal de Oure...eu só dancei com ele!!! E não foi nada de mais! Dancei como danço com qualquer um e nem foi por tanto tempo...achei muito estranho porque dancei com outras pessoas naquela festa e nem converso muito com Andreas. Viu gente? Fofoca tem em todo lugar!! CHOQUEI!
Ficamos conversando até umas 4:30 da manhã e só saí de lá porque minha amiga bebada veio me chamar para tomar um chá, se não só Deus sabe quando sairia de lá.
Conversei um pouco mais com ela e fui dormir depois das 5 da manhã.
No dia seguinte peguei o trem pra cidade do Sebastian, meu amigo que iria voltar pra casa. Cheguei na estação e lá estava ele com uma cara de dar dó, uma mistura de tristeza e susto, afinal, até alguns dias atrás ele achava que ficaria mais 5 meses na Dinamarca! Fiquei um tempo com ele, ele tentava ao máximo fugir do assunto da volta e me disse "só me faça esquecer esse pesadelo por um momento"
Depois tive que pegr o trem para Copenhagen, onde iria dormir na casa da Maria. A despedida final foi rápida e fria. Eu não tinha caído na real que nunca mais veria aquela pessoa, que no próximo encontro de intercambistas ele não estaria lá, que aquela era a última vez que veria uma pessoa que de certa forma fazia parte de uma época incrível da minha vida. A ficha só caiu qando já estava na casa da Maria, mas já era tarde de mais, eu não consegui dizer tudo o que gostaria.
De noite fomos para casa da Mayara passar a noite e eu acabei fazendo uma besteira. Eu estava muito abalada com a partida do Sebastian e me sentindo meio sozinha e principalmente carente, dai acabei falando umas coisas pra um amiga que não tinham necessidade alguma de serem ditas. Era uma coisa que eu sentia, mas devia ter guardado só pra mim. Agora esse amigo está muito estranho comigo, frio, quase com medo de falar comigo de novo, estou me sentindo mal, deveria aprender a fechar essa minha bocona ide menina insegura :(
No dia seguinte passeamos um pouco e voltei para casa.
Agora? EStou doente, sentidno que essa semana vai ser uma droga...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Feedjit

Eu coloquei esse negócio no meu blog e estou me divertindo horrores porque consigo ver como as pessoas entram no meu blog e de onde elas entram, mas hoje me deu meu medo, alguém entrou meu aqui ao pesquisar "velhos nus" no google blogs





MEDO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Minha trilha sonora

A música sempre foi uma coisa muito marcante para mim, e no intercâmbio ainda mais porque ando conhecendo muitas bandas e artistas diferentes e escuto música quando ando de bike, no ponto de ônibus, nas horas longas no trem, enquanto estou entediada no meu quarto, quando passeio pela cidade, nas baladinha...quase o tempo todo! E o bacana (nem tanto) é que eu cheguei aqui com meu computador novo e não tinha música nenhuma nele porque não deu tempo de passar minhas músicas antigas e baixei tudo aqui, ou seja, meu iPod é a cara do meu intercâmbio e algumas músicas são muito marcantes para mim:

Love Story-Taylor Swifit
Eu sinceramente não gosto dela, mas no dia antes de vir pra falar a verdade pedi pra minha irmã baixar pelo menos algumas músicas pro meu computador, daí ela baixou as mais pedidas, e essa estava no meio. Por que ela é tão marcante? Porque ela é melosinha, romântica e sofrida, exatamente como eu estava. Eu escutava esssa música no avião sozinha pensando em tudo que viria pela frente e chorava feito um bebê. Sem contar que tinha um coração partido também...

Calle Ocho- Pitbull
Todo mundo conhece né? Mas essa música é a cara do meu Introcamp, tocamos e dançamos todosos dias do acampamento com os intercabistas

Mamma-Queen
Rolou no último dia de Introcamp, um dos garotos tocando maravilhosamente bem o piano, outra cantando perfeitamente no microfone e ao fundo todos os intercambistas de todas as partes do mundo...lindo

Good Riddance-Greenday
Quase um hino do intercâmbio "It's something unpredictable, but in the end it's right, I hope you had th time of your life" :')

Daí comecei a badalar!!!
Sexy Bitch- Akon & Daid Guetta
Me lembra a semana e feriado e baladas que passei com Naty e Jel

Velkommen til Medina-Medina
Ela é dinamarquesa, o povo aqui da Dinamarca não da muita moral pra ela não. Dizque é meio breguinha, mas a batida é boa e rola em balada diret (sem contar que fui no show dela :p)


I gotta a feeling- Black Eyed Peas
Dispensa explicações

Bad Romance- Lady Gaga
Toca direto por aqui, mas me lembra minha amiga LOUCA com cílios postiços com penas pretas nas ponta a la Gaga cantando RA RA AH AH AH ROMA ROMAMA GAGA OOH LA LA! e me puxando pro meio da pista.

Endnu En- Nik og Jay
Esses caras são menos respeitados que a Medina, mas eu não estou nem ai, eu adoro dançar e passar direto na balada...mas pelo pouco que entendo das letras não é coisa boa não :s


Hotel Room Service-Pitbull
Jeeeez gotta love this song!!A batida é boa de mais e a galera enlouquece na pista de dança

Rap das Armas- Cidinho e Doca
Acreditem ou não mas essa música toda TODO dia na balada, as vezes mais de uma vez por noite!

Chega de badalar
Daí vem músicas que marcaram um certo dia ou época
Man in the Mirror/Human Nature-Michael Jackson
A primeira tocava todo dia na aula de dinamarquês, a segunda tocou em um dos meus piores dias aqui na Dinamarca. Aliás, MJ marcou bastante a Dinamarca pra mim, eles escutam muito pot aqui e a primeira vez que fui ao cinema foi para ver THIS IS IT

Músicas de Natal em geral, mas principalmente Last Christmans-Wham
Natal aqui é dezembro inteiro, e é música de natal o mês todo e essa música então...
No meu primeiro dia eu fui arrumar de falar com meus irmãos que eu gostava dessa música e eles colocavam toda mnhã na maior altura pra mim :s


Shake me Like a Monkey-Dave Mathews Band
Daaaaamnnn i love this one!! Me lebra da manhã depois da festa de Oure: eu estava morta e não aguentava mais nada de natal, não aguentava mais aquelas músicas até qu alguma alma caridosa coloca essa música


The Spell-Alphabeat
Não tem música mais auto astral que essa! É a cara do meu Ano Novo: eu dançando essa música feito louca na cozinha da Lí esperando a meia-noite e escorregando de meia pela casa.

Todo o especial do Elas Cantam Roberto
Acha Roberto Carlos brega? Eu também acho, mas gosto das músicas dele porque falam de amor e o amor é brega. As músicas me acompanham na hora que a saudade aperta e estou meio deprê.


Walking on Broken Glass-Annie Lennox e She is like a Rainbow-Rolling Stones
Aula e apresentação de ballet moderno


A Certain Romance-Artic Monkeys
Só porque amo e sempre estará presente nos momentos da minha vida =D

Por último aquela música que é a cara do meu intercâmbio...nào é pela letra, e só uma música que eu amo dês da primeira que ouvi(que foi aqui). O pessoal da minha escola escuta tda hora, eu danço na aula de moderno, os meus irmão sempre escutam e ela tocou no rádio na hora das nossas pomessas de fim de ano, na hora que a Lí prometeu que nunca ia nos esquecer da nossa amizade. é uma música que não vou aguentar nem ouvir depois do intercâmbio, de tanta saudade que vai dar de Oure, dos meus amigos, das minhas famílias, da Dinamarca...


Claro que tem bem mais, mas essas são as mais marcantes, o que não quer dizer que são minhas favoritas. Espero que essa trilha sonora aumente bem mais nesses meses que me restam :)
EU ODEIO A INCONSTÂNCIA DOS DINAMARQUESES!!!




me fazem sofrer :(

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tem gente que sabe o que fala...


Frase da propagando: Gostoso e estrangeiro, como se tivéssemos engarrafado um intercambista





Nada a declarar ;)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Totalmente sem paciência para Oure

Ano passado eu ia para escola apenas três vezes por semana por conta das aulas de dinamarquês, pouquíssimo né?
Mas isso me fazia esperar ansiosa pelos dias de escola e meu colegas também, os poucos dias que eu estava em Oure eram bem mais apreciados, eles me tratavam super bem e eu gostava de ir pra escola, choquem, eu adorava ir pra escola!
Mas esse ano não tenho mais aula de dinamarquês e tenho que vir todas as manhãs, todas as manhãs ver as mesmas pessoas, comer a mesma comida, pedalar feito louca de manhã, me irritar com os horários loucos e ficar super perdida sempre que mudam as aulas (quase sempre).
E meus colegas também já devem estar de saco cheio de mim. Eu já não sou novidade, eles já esgotaram suas dúvidas sobre o Brasil e eu não passo de uma pessoa qualquer que fica em um canto atrás de um computador.
Sem contar que tem aquela coisa que todo intercambista que vem para Dinamarca reclama: Os dinamarqueses são MUITO inconstantes. Não só quem está aqui, mas conheço uma menina que está nos EUA saindo com um dinamarquês e falou a mesma coisa: Um dia eles estão um amor, super amigos e se importando com você, já no dia seguinte eles agem como se não te conhecessem. O legal que todos eles escolhem agir de maneira fria no mesmo dia, então posso ir do céu ao inferno várias vezes em uma única semana, isso não é legal para uma pessoa tão insegura como eu =(
Outro problema é que essa escola é uma loucura. Os horários são super aleatórios e sempre me surpreendo com horários livres no meio do dia. Como ontem, tive as duas primeiras aulas normalmente, depois uma palestra de religião (AHAM que eu ia), depois almoço, a aula de biologia foi cancelada, daí passaram as aulas de inglês pra mais cedo deixando duas horas antes do ballet livres...entendeu? Não? Nem eu!
E isso é perfeitamente normal por aqui, o que não é problema nenhum para ninguém, porque eles moram na escola e podem muito bem ir para seus respectivos quartos e dormir. TUDO que eu queria né? Mas se eu quiser dormir eu tenho que pegar ônibus e andar 15 minutos de bicicleta no frio...nem rola. Resultado: sempre que tem tempo livre todos vão dormir e eu fico boiando na sala de TV.
Anyway, minha paciência está cada vez mais curta, os sorrisos estão em falta, o carinho de muitos também, minha criatividade para o que fazer nos tempos livres já acabou faz tempo, fico cada dia mais cansada, mais entediada e mais frustrada, porque só vocês sabem como eu queria me sentir parte de algo...
Ok, chega de deprê não é? Eu tenho essa péssima mania de auto piedade e acabo esquecendo das coisas que me deixam feliz, e são elas que realmente importam certo?
O final de semana foi muito mais parado que o normal, não fui pra balada, NÃO FUI PRA BALADA! Não por falta de opção, eu poderia ter ido pra Aalborg, Copenhagen, Svendborg ou passar o final de semana com a Maya, mas nada disso rolou porque eu prometi que ficaria com meus irmãos enquanto ela viajava. Desastre, eu estava destinada a ter o final de semana mais trash e tedioso de todos os tempos, daqueles que tinha quando morava em Vester Skerninge e me deprimiam horrores.
Por sorte meu final de semana foi salvo por duas pessoas: Anthon e Daniel
O sábado foi salvo por Daniel, ele veio para minha casa no início da tarde, não me perguntem porque, a decisão de fazer aquela visita foi totalmente aleatória, sendo que eu não tinha certeza que ele estava falando sério.
Mas foi ótimo, não fizemos nada de mais, ficamos até de noite escutando música e conversando. Sobre o que? Tudo! Sempre adoro conversar com ele, mas que tipo de monge ele é pra me aguentar, chata do jeito que sou, uma tarde inteirinha? Sem dúvida salvou meu dia.
Domingo foi a vez do Anthon, meu host irmão, me salvar. Aliás, ele sempre me salva. Pelo simples fato de ir sempre ao meu quarto conferir se eu estou bem, ver o que estou fazendo, me chamar para ver um filme e me contar tudo, absolutamente tudo da vida dele me faz sentir querida e de fato parte da família.
Agora mais uma semana se inicia e eu não faço a menor ideia do que fazer no final de semana, se quer no tempo livre que vem a seguir...ai, eu não mereço essa inconstância...



Vídeo meio podre e inútil, mas você já conhecem Maya, minhas famílias, os intercambistas e é hora de conhecer uma parte importante do meu intercâmbio:


O texto não é de grande importância, depois coloco legenda, ele só está mandando um OI pra vocês ;D

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Para 2010 eu quero...

Eu sei, já é dia 15 de janeiro e está meio tarde para isso, mas esqueci de colocar esse vídeo aqui antes. Gravamos isso no dia 31 de dezmbro enquanto faziamos o jantar de ano novo. Eu sei que está uma bagunça e não sei se vocês vão entender, mas está valendo.

Eu não fiz muitas promessas né? Só de parar de falar palavrão (coisa que eu não fazia antes de chegar aqui) e continuar a amizade com as meninas, mas eu quero muito mais coisas para esse ano:
-Estudar MUITO quando chegar no Brasil e passar no vestibular
-Falar mais dinamarquês
-Aproveitar mais o fato de eu estar na Europa e viajar mais
-Não engoradar...emagrecer acho difícil, mas se eu não engordar mais eu fico muito feliz
-Administrar melhor meu dinheiro
-Me dedicar mais ao ballet
-Fazer o máximo para ficar mais em Oure
-Aproveitar todas as oportunidades que me aparecem
-Não perder a amizade com as pessoas MARAVILHOSAS que conheci aqui, e isso não se limita só aos intercambistas do Rotary, mas minhas famílias (principalmente meus primeiros pais), Camilla minha vizinha, os intercambistas da AFS, o pessoal de Oure (principalmente Maya, Daniel, Anna e Jullie)
Então é isso que quero para 2010, acho que tem mais mas não consigo pensar mais, estou no meio da aula de dinamarquês sem sobre documentários e meu cérebro está derretendo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Detalhe importante

Eaqueci de contar uma coisa no post anterior, um dos meninos da festa chamava Mikael DA SILVA Jensen hahhahahahahahah

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Minha rotina de intercambista/dinamarquesa

Depois do feriado, as aulas voltaram, nunca me imaginei indo para a escola no dia quatro de Janeiro, surreal!
O primeiro dia de aula não foi nada bacana. Eu tinha um novo caminho para andar de bicicleta e a bicicleta também era outra. Tive uma surpresa nada legal ao perceber que a bicicleta era quase uma peça de museu e o caminho era subir morro. Quase morri de tão ofegante respirando aquele ar de -6 graus quando o sol mal começava a aparecer.
Quase perdi o ônibus e cheguei atrasada de cara na aula de física. O pessoal me comprimentou, mas de uma maneira muito fria, nem pareciam as mesmas pessoas que estavam tão doces comigo há 2 semanas atrás. O dia foi normal, mas nem animei de ir dançar.
No dia seguinte não fui na aula. Nem senti falta, só não conseguia acreditar que depois de apenas duas semanas aquele pessoal voltou a ser como no início e que eu teria que conquistar tudo de novo.
Na quarta fui na aula com muita má vontade. Mas já não estavam tão frios, só a Maya, mas ela mesmo disse que estava na TPM. Daniel me jogou na neve, nada bacana -.- Descobri que um menino da minha sala mora perto de onde eu vou morar com minha última família. Por fim o dia foi até legal.
Quinta não fui na aula de novo, as duas únicas aulas do dia foram canceladas, vai entender essa escola de louco...
Sexta mais um dia estranho na minha escola nada normal: Duas horas de aula, duas horas livres e mais duas horas de aula...ok né? Só sei que nessas duas horas de intervalo aproveitei para ir pra cidade e fazer COMPRAS!! Impressionante com umas roupinhas novas mudam meu humor! Depois das compras aulas de espanhol. Todos foram organizados em duplas e a professora veio conversar comigo, ela havia me colocado com dois garotos com dificuldade em espanhol e eu deveria ajudá-los. Fiquei com dó deles porque eu nunca fiz aula de espanhol na minha vida! Só 2 anos na escola daquele jeitinho brasileiro que vocês conhecem. Eu posso ajudar na pronúncia e algumas coisas de gramática e vocabulário, mas a confiança que os meninos colocam em mim é enorme e eu posso muito bem estar ensinando português no lugar de espanhol sem perceber!
Sábado adivinha o que fiz? Quem disse balada acertou!! Mas dessa vez foi diferente. Era aniversário da amiga da minha vizinha, Camilla, e olha que eu encontrei essa vizinha uma vez só e ela já me chamou pra ir com ela, arrumar, dormir na casa dela e tudo!
Antes da festa eu e Helene, amiga da Camilla fomos para a casa dela arrumar. A Camilla é a amiga que toda garota sonha em ter. Cheguei lá e ela abriu o armário de vestidos e sapatos e as gavetas de maquiagem e falou: pode escolher. Depois arrumou meu cabelo, com chapinha e tudo. Vale ressaltar que eu tenho MUITO cabelo e que é muito difícil dar um jeito nele.
Depois fomos para a casa de um amigo delas pra festa de aniversário. "Festa". Aquilo se resumiu a mim conversando com Camilla, Helene e mais uns meninos e depois eu e Camilla dançando feito loucas no meio da sala enquanto todo mundo enchia a cara.
Mais tarde fomos para a cidade, a boate de Svendborg não é nem de longe a melhor que eu já fui, mas foi muito bom. Minha vizinha conhecia quase todo mundo do lugar e dançamos muuuuuuito! Uma vez, no meio da pista de dança tinha uma menina que não parava de me empurrar, já estava ficando irritada, mas quando virei pra trás era uma menina da minha escola que conversa comigo nem sei porque e um garoto da minha sala que nunca falou um A comigo. Eles me viram e falaram: HEEEEEEY!! Dei um pulo pra trás. Eles começaram a dançar comigo e o menino que nunca falou comigo ficava falando umas coisas que não entendi.
Saímos da boate as 5 da manhã e fui dormir na casa de Camilla.
O dia seguinte foi um dia morto, normal.
Depois veio a maldita segunda feira. No Brasil ou na Dinamarca esse dia é maldido do mesmo jeito, principalmente depois de um sábado punk. O dia já começou virado quando cheguei no primeiro horário e descobri que teria prova e o próximo era livre, ou seja, não havia a menor necessidade de eu ir pra escola tão cedo. Por sorte o anjo do Daniel terminou a prova relativamente cedo e me mandou uma mensagem falando que ia tomar um chá, se eu queria ir junto. Sim! Qualquer coisa pra sair daquele tédio sem fim. Ele me fez companhia pro resto do dia, inclusive nas duas horas livres antes do meu ballet, nesse momento até fiquei com dó dele, ele poderia estar dormindo, conversando com os amigos ou o que fosse, mas estava lá, perdendo o maior tempo comigo. E não é segredo pra ninguém que eu o adoro e sou muito grata por ele :)
Depois aula de ballet, depois de um mês sem dançar me sentia uma pata choca de collant, mas foi bom voltar.
Ontem foi um dia bem frustrante mas prefiro não falar nisso.
Hoje não sei como será, tenho aula de 8:00 ás 16:00 e nada depois. Espero que seja melhor que ontem...será.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ano Novo

Dês de que nasci eu passo ano novo em Macaubal, cidadezinha no interior de São Paulo, onde mora minha avó de parte de pai. Todo ano era exatamente a mesma coisa e mesmo assim eu amava e não imaginava minha virada de ano de outra maneira. Todo ano era a mesma coisa: eu só via minha família por parte de pai uma vez por ano e assim que chegávamos já tinha um tanto de presente esperando pela gente. Minha avó a cada dia fazia uma coisa mais deliciosa que a outra, comidas sírias que só ela sabe. Tinha o aniversário dela e depois o ano novo. Nada de especial, mas era importante para mim, e aquelas ruas me macaubal, aquele tédio sem igual, já fazia parte de mim.
Mas esse ano estou longe, já sabia que tudo ia ser diferente.
Dês de muito tempo tinha prometido pra Jéssica, Nathália e Lívia que ia passar o ano novo com elas. Foi uma luta para achar o que fazer nós quatro juntas. Cada uma tinha mil oportunidades, mas nenhuma que desse para as quatro. Eu mesma tinha passar com minha família, com um povo da minha escola, com um menino da minha sala, com meu próximo host irmão, com os intercâmbistas em Copenhagen ou com minha nova vizinha, mas não tinha lugar para as quatro.
Por fim fomos para Holstebro, cidae da Lívia, os pais dela iam dormir fora na noite da virada.
Cheguei na cidade e fui com a Lí fazer o supermecado para a noite.
Depois as meninas chegaram e fomos fazer o jantar, sim, estava tudo por nossa conta! O pai da Lí só fez uma sopa (muito boa por sinal) antes de sair.
Fizemos a comida e nos arrumamos, tudo ao mesmo tempo. O vestido eu tinha comprado no dia anterior, peguei uma leggie da Jel e a Naty arrumou meu cabelo. É sempre assim quando saímos, uma troca troca de roupas e habilidades.
Jantamos, estava tudo uma delícia, ficamos conversando e rindo horrores e a meia noite começou: estouramos champanhe, vimos os fogo, estouramos bombinhas, fizemos nossos pedidos pro ano que se iniciava, tudo lindo.
Depois fomos para a rua. A cidade estava lotaaaaaada. Entramos em uma boate e ficamos até quase as sete da manhã dançando feito loucas, mas passou tão rápido que nem percebemos o tanto de tempo que ficamos lá.
No dia seguinte estávamos destruídas, não fizemos nada o dia todo, ficamos só deitadas de pijama o dia todo, um dia nulo.
O dia 2 fomos fazer umas comprinhas na rua e de noite a primeira família da Lí fez um jantar para ele porque ela chegou no janeiro passado e foi embora ontem de volta pro Brasil. Fomos nós e mais duas amigas danesas dela.
Depois do jantar mais balada, mas pelo jeito o pessoal aqui só descansa depois do ano novo porque a boate estava super vazia. Mesmo assim nos divertimos horrores e ficamos até seis da manhã.
Assim que chegamos todo mundo olhou meio estranho pra gente, parece que todo mundo se conhecia por lá, menos agente. Depois o barman veio com uma bandeja cheia de copos, doces e champanhe pra gente, DE GRAÇA! Mais tarde mais uma garrafa.
Tinha uma mesa de totó e eu e a Naty fomos jogar, logo o barman e um outro cara LINDO vieram com chamar agente para jogar com eles. Eu sou um terror no totó, mas foi divertido mesmo assim. Dançamos terrores, como sempre.
Por fim havíamos dançado, jogado totó, conversado, dado um fora, enfim, interagido de alguma forma, com quase todos da boate! Foi ótimo.
Não chegamos cedo em casa e dormi umas 3 horas porque tinha que pegar o ônibus pela manhã.
Ufa, home sweet home, era só descansar e me preparar para aula.
No dia seguinte fui para Oure. Foi meio estranho ver aquele pessoal depois de duas semanas. Acho que mais estranho ainda foi o que eles viram: uma brasileira quase morta, de maquiagem mal tirada, braço e pescoço todos escritos, cabelo bagunçado, cara terrível de sono e um mal humor sem igual.

Nosso jantar

Nosso brinde

Eu fazendo o que eu mais gosto na despedida da Lí

Jogando totó, no noss único gol! hahahah

Todas nós e barman

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

WOW!! 1 ANO DE BLOG!!!

Pirei aqui, fui tão fominha escrever meu tópico sobre o natal hoje que esqueci que hoje meu blog faz um ano!! Nada de especial nisso, até porque no início ninguém lia isso aqui, eu só fui publicar lá pra abril sei lá, mas mesmo assim, é divertido pensar que a um ano eu comecei isso aqui :p

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Natal :D

Queridíssimos, o poder da internet está de volta ao meu computador! Foi difícil sobreviver duas semanas sem meu blog/orkut/facebook/email e afins e agore estou tentando retomar tudo.
Antes de contar o que aconteceu por aqui quero pedir desculpas a todos que me deram o maior carinho e atenção nesses últimos dias e não pude retribuir. MUITO OBRIGADA a todos!!
Sim, aconteceu MUITA coisa nesse tempo e nem consigo contar tudo, mas tenho que contar sobre o natal porque não param de me perguntar :p
Natal aqui começou já no primeiro dia de dezembro, comendo comidas típicas, ganhando presentinhos todo domingo (na minha nova casa eu ganhava um todo dia), ascendendo velas e fazendo contagem regressiva 24 dias antes da noite de natal. Antes do dia do natal a maior correria para comprar presentes, comida, confeitos...eu até entrei na dança e embrulhei quase todos os presentes da minha família.
Toda essa preparação me fez idealizar o natal na Dinamarca como uma coisa gigantesca e maravilhosa.
Finalmente o dia chegou. Depois de 14 anos a Dinamarca estava tendo um natal com neve, há 14 ANOS eles não tinham um natal branco e justo no ano que eu estou aqui aconteceu :D Logo cedo várias mensagens de feliz natal de intercambistas e pessoas da minha sala. O dia girou todo em tordo dos preparativos pra natal.
A noite chegou, só seríamos eu, meus host pais, meus irmãozinhos e os pais do meu host pai, 8 pessoas, muito diferente das mais de 40 pessoas da minha família no Brasil.
Começamos com a ceia, pato, batata com molho gravy, repolho roxo refogado(amo amo amo), batata caramelizada... a ideia é comer até não aguentar mais, e comer só uma vez não vale, tem que repetir! Depois sobremesa: arroz doce com baunília, amêndoas e creme de cereja, MUITO BOM!! Quem pegar a amêndo inteira ganha um presente.
Depois da sobremesa os meninos começaram a ficar impossíveis! Queriam de qualquer jeito abrir os presentes, mas antes tinhamos que dançar em volta da árvore...dançar...na verdade estavamos rolando de tão cheios envolta da árvore de natal, de mão dadas cantando músicas extremamente velhas. Mas foi divertido.
Finalmente hora de abrir os presentes. Cada um abria um de cada vez. Eu achei que não ia ganhar quase nada, mas fiquei bem feliz com o que ganhei: Um pen drive de 16 GB (meu primeiro pai sempre dizia que eu precisava gravar minhas fotos em algum lugar se por acaso acontecesse algo com meu computador) e uns bonequinhos fofos de natal da minha primeira família, kit de unha da minha segunda mãe, um anel da minha segunda família, dois livros do Rotary, um livro da minha primeira avó, um creme dos meus segundos avós e um enfeite de natal de um designer super famoso do meu conselheiro.
E isso foi o natal! Juro que esperava bem mais. Como presente de natal meu irmãozinho deixou o computador no meu quarto para poder entrar na internet. Minha mãe do Brasil entrou no Skype direto da festa da minha família, lá todos falaram comigo e mandaram seu carinho, fiquei MUITO feliz!!
Nos próximos dias tivemos almoço de natal, a ideia é comer muito e beber horrores a terde toda.
Depois de uns dias minha primeira família me chamou para ver a árvore deles. Chegando lá eles fizeram um jantar maravilhoso, depois chá e confeitos de natal e ascenderam as velas na árvore. Disseram que era a forma de eu passar natal com eles também <3

Sobremesa e detalhe: guaraná!!!

A árvore de verdade com luz de velas, perigo

Confeitos de natal

Livro com músicas de Natal

Vinho de natal

A árvore da minha primeira família


Por fim um videozinho da "dança" de natal. Esse não é o melhor porque era a última música e já nem de mão dadas estavamos mais. No final que agente some do vedeo é porque temos que ir correndo pelos cômodos da casa cantando. Achei legal. O mais engraçado é meu irmãozinho tentando tocar o violão e andar ao mesmo tempo lá pelo minuto 2:00. Parece um mini-cadeirudo hahahahah

Nova família

Dia 19 de dezembro, o dia que tanto foi adiado e esperando: a primeira troca de família. A semana anterior se arrasstou como nunca, eu estava em humor de louco, além da ansiedade a TPM veio com tudo! Não conseguia parar de comer chocolate, chorava sem motivo e nem tinha ballet pra me liberar a tensão, até ficar sem dormir eu fiquei algumas noites. Me deu até dó dos meus amigos que tinham que aturar minhas lamúrias o dia inteiro.
A noite anterior a troca foi muito mal dormida. Deixei tudo para ser arrumado na última hora, ou na última madrugada. Eu ficava feito louca de um lado para o outro no meu quarto encaixotando coisas, jogando quilos de papel fora e jogando pequenas coisinha em sacolas. Não conseguia entender como acumulei tanta tranqueira em apenas quatro meses! E não fazia a menor ideia como ia levar tudo aquilo para a próxima casa. Quem teve que aguentar o drama dessa vez foi o Daniel, coitado. Eu surtava de um lado e ele tentava me acalmar do outro. Ninguém merece conversar com uma garota histérica à uma da manhã. Quando tudo estava "arrumado" já eram quase quatro da manhã.
Acordei relativamente cedo para o que normalmente acordo quando não tenho aula. Lá estava meu último café da manhã, a última vez qua ia comer aquela granola exageradamente saudável, aquelas vitaminas em cápsulas, aquele iogurte com 0,1% de gordura e água, nada mais. Ia sentir falta daquilo. "último café com agente ein?" meu host pai tentou quebrar o silêncio. "Mhmm..." tudo que consegui reponder.
Mais tarde fomos buscar a árvore de natal. O dia estava lindo, a árvore que escolhemos era linda. Era surreal que eu não veria aquela árvore pronta, era surreal que em uma hora eles não seriam mais minha família.
No carro indo para nova casa eles diziam: Você está muito calada Luiza...
Não conseguia falar, um nó sem igual na garganta, eu sentia a mesma coisa que sento quando deixei o Brasil, mas dessa vez sem a certaza de que iria voltar. Pensei no tanto que mudei e no tanto que eles mudaram.
Minha host irmã era minha segurança e quando ela saiu de casa tudo parecia que ia ser um mártir dalí pra frente, mas foi o contrário depois de um tempo. Meu host pai sempre foi fexado, extremamente exigente, sério e cada movimento errado eu tinha a certeza de que ele iria me cobrar melhoras da maneira mais sincera, e muitas vezes nada simpática, possível. Minha host mãe...nem uso o host mais, ela diz que sou sua filha e ela é minha mãe. Faz tudo por mim e até o meu último segundo na casa ela estava resolvendo minhas pendências. Ela que fez meu novo cartão de ônibus com a nova rota para minha nova casa. Me sentia mais do que em casa ao conversar com eles, já deitava no sofá e comia e conversava até tarde sobre coisas banais. Eles já sabiam do que eu gostava e do que eu não gostava, sabiam da minha vida toda, da vida toda das pessoas no Brasil e já confiavam em mim. Minha host irmã ,mesmo estando raríssimas vezes em casa, já virou uma amiga e tanto. As brincadeiras e risadas dela sempre me faziam sentir melhor. Até de Vester Skerninge eu iria sentir saudades. Odiava o cheiro de curral daquele lugar, odiava ter que ficar 25 minutos no ônibus pra ir para Svendborg, odiava ter que esperar uma hora na estação para pegar o ônibus do fim da tarde, odiava ter que pedalar 20 minutos da minha casa para ter ver alguma civilização, odiava como ventava naquele lugar...mas tenho que adimitir que mesmo nas noites frias que tinha que pedalar eu amava ver a lua e as estrelas refletidas no mar, amava o cheiro da água salgada, amava deitar na ponte e só escutar o barulho da água, amava os campos dourados de trigo que depois ficaram verdes e depois brancos de neve. Amava como aquele lugar conseguia ser cada dia mais bonito.
Então era em tudo isso que eu pensava na viagem de carro.
Chegando na casa nova fui a última a descer do carro. Meus novos pais: Morten e Katja me deram um abraço desajeitado. O filho mais velho de 13 anos, Anthon, me deu um aperto de mão sem graça, Carl-Emil de 10 anos apenas sorriu de longe e o menorzinho de 5 anos se escondeu atrás da mãe. "Não preocupa não galera, eu estou muito mais sem graça que vocês" era só o que passava pela minha cabeça.
Os meninos cochicharam algo pra mãe e ela disse para eu ir com eles. Na porta de um quarto estava escrito LUIZA com um coração, meu novo quarto. Lá dentro um pedaço de cartolina escrito "welcome Luzia" Luzia mesmo, aqui na Dinamarca todos me chamam assim na primeira vez, ou então Louise...Anyways, na cama també, tinha uma super barra de chocolate e um desenho do irmãozinho mais novo.
Fomos tomar chá. Eu e minhas duas famílias. Muito estranho ver as duas alí, meu passado e meu futuro trocando informações sobre mim e passando as instruções de como me tratar.
Depois de um tempo Jørgen veio me abraçar "Já vamos embora, cuide bem de você" ele nunca tinha me abraçado antes. Birgitte estava com lágrimas nos olhos, eu também. Não consegui falar muito. Logo eles sairam da casa e eu me vi alí, sozinha, com aquelas pessoas que nunca ví na vida e deveriam me aturar nos próximos meses...que loucura.
Como estão as coisas agora? Poderiam estar bem melhores se eu tivesse internet, claro, imagine você de férias, em uma casa de desconhecidos, com um frio de -5 graus lá fora, quando todos seus amigos de escola estão em suas respectivas cidades. Imaginou? É isso aí que estou vivendo. Os meninos são fofos, mas as vezes eles temtam se matar e eu não sei o que fazer, e as vezes o do meio fica muito atrás de mim a ponto de eu não poder nem trocar de roupa em paz. Os pais também são uma graça, mas é visível a desorientação deles diante da situação, eles não sabem o que fazer comigo, o que é totalmente aceitável porque eles nunca tiveram intercambista antes e de repente chega uma garota de 17 anos na casa deles.
Então meus dias tem sido assim, fofocando com a mãe alí, fazendo minha unha, vendo muitos filmes de criança, tentando manter os meninos longe das minhas coisa e tentando eveitar que se matem...pois é, vida nova...