segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paris!!


Saímos de Avignon bem cedo, eu com uma ressaca sem fim da noite anterior sentei na primeira poltrona que pude alcançar e dormi. Pelo jeito todo mundo estava na mesma situação porque estava um silêncio terrível naquele ônibus.
Nosso ônibus tinha uma guia muito fofinha, ela era bem velinha e parecia a vovó de todo mundo, mas as vezes ela falava de mais, falava de cada detalhe de cada cidade. Nesse dia, 7 da manhã, todo mundo morto, dormindo, ela do nada pega o microfone e diz:
-Bela escultura a nossa direita!
PQP! Palavrões foram ditos nas mais variadas línguas.
Nosso destino era a cidade luz, PARIS! Chegamos ao nosso destino no final da tarde e a primeira vez que avistei a torre Eiffel foi de tirar o fôlego. Ver aquela torre, no fundo daqueles prédios e cafés tão charmosos, não parecia real.

Sair para vez a cidade só no dia seguinte. Fomos direto para tão esperada torre. Depois passeamos pelos pontos turísticos mais importantes (arco do Triúnfo, Notre Dame, obelisco, etc). Paris é uma cidade linda, mas lotada de gente, não só turistas como os moradores de lá, que além de muitos são uns loucos barbeiros que estacionam em qualquer lugar e fazer do trânsito um inferno! E olha que eu moro em Belo Horizonte e aqui não é tão organizado assim.

Feliz? Não imagine!

Notre Dame

Obelisco

Depois tempo livre. Eu estava louca para conhecer o Louvre e lá fomos nós.
O lugar é lindo e gigantesco! Segundo a vovó tagarela se você entrar no Louvre e olhar durante 20 segundos para cara peça, você gasta 9 MESES para ver tudo!!!! É uma gestação de arte gente! Como eu tinha apenas algumas horas resolvi ver o mais importante: Mona Lisa! Achar o famoso quadro foi tranquilo, difícil foi chegar até ele. A obra fica em uma sala com outros quadros, mas tem uma parede só pra ela, um cercadinho a metros de distancia dela e um vidro master grosso a sua frente, se não bastasse o cercadinho (que eu derrubei por sinal :p) e o vidro, ainda tinha um mar de gente pra ver aquele quadro minúsculo. Na internet e por livro dá pra ver bem mais detalhes, mas só de estar na frente da coisa real, eu já me senti super bem!
Demos algumas voltas pelo Louvre e lá é um encanto, mas cansa de maaaaaais, e olha que não vimos nem um décimo do lugar!

Louvre

Mona Lisa

e a galera pra vê-la

Depois fomos fazer compras e mais tarde encontramos com o resto do grupo para um passeio de barco no famoso Rio Sena durante o pôr-do-sol. Foi tudo muito lindo! Vimos as luzes da torre acendendo, as pessoas tomando vinho ao redor do rio...tudo muito Paris. Certa hora estávamos chegando na ponte Marie, uma das mais lindas do rio, a mulher que nos guiava disse que se era a primeira vez que você visitava Paris você deveria fazer um pedido e dar um beijo na pessoa ao seu lado. Como era minha primeira vez em Paris eu fiz o que mandava a lenda hahahahahah só não conto quem estava do meu lado.

A tal ponte

O dia seguinte era dia livre, tínhamos tudo planejado, iríamos acordar cedo para fazer render o último dia em Paris, mas assim que acordamos percebi que o plano ia babar.
Nossa guia nos chamou para o meio da rua e jogou a bomba: 10 pessoas teriam que sair daquele albergue e ir para outro! Sei lá que merda que o Rotary arrumou pra isso acontecer. Daí ela começou a falar os nomes dos azarados: umas americanas, umas americanas, um canadense, Jéssica, Gabriela, Amanda, Ana e LUIZA! Como assim? Eu e as meninas ficamos chocadas, por que raios nós eramos as únicas brasileiras que tinham que separar? Porque só tinha mulher (e um homem) naquele esquema? E quem deu o direito a eles de me colocarem num buraco separada de todo mundo quando eu paguei o mesmo que eles?
Fiquei puta da cara, mas não deixaria aquilo me abalar no meu dia livre em Paris, levei minhas coisas para o novo Albergue. Primeiro tapa na cara: O lugar era looooonge! Entramos no Albergue maaaaas, segundo tapa na cara: nossos quartos não estavam liberados ou seja, colocamos nossa bagagem em um quartinho confiando em pessoas que nunca tínhamos visto para cuidar das nossas coisas! Terceiro tapa na cara, ficaríamos em quartos separados, e detalhe, só as brasileiras estavam com esse problema porque as gringas conseguiram ficar juntas!
Passada a raiva e a confusão já era meio dia, adeus manhã em Paris, ok.
Resolvemos ir ao Montmartre, minha mãe vive falando desse bairro que é um charme e lá é o Moulin Rouge. Eu não sei qualé-quié o charme que minha mãe achou naquele lugar, mas tudo que eu vi foi um tanto de sex shop, museus do sexo e afins, e claro, o famoso moinho vermelho. De fato o cabaré é um charme mas como não dava pra entrar tinha pouco pra ver além da faxada do lugar. Como eu não queria perder a viagem nem todo o trabalho de chegar até lá (aliás, o metro de Paris é uma loucura de se orientar) resolvi entrar num sex shop, mas nada muito vulgar, era um bem a lá cabaré antigo, peguei uns espartilhos e vesti todos! Me senti a dançarina de cancan hahaha

Moulin Rouge (estava ventando de maaaaais)


Depois do Moulin Rouge fomos para a Ópera de Paris. Emocionante!!! A lenda do fantasma da ópera acontece lá e eu sempre via DVDs de ballets do lugar e era exatamente como imaginava, mas ainda mais bonito e grandioso, só achei o teto do teatro um desastre, eu sempre imaginava uma coisa clássica bem pintada, mas quando olhei para o alto vi uma pintura mal feita, meio moderna....era pra ser algo do tipo atualizado e tals...mas come on!! Aquele teatro é todo clássico e colocam aquela cagada moderna no teto?
Um dos salões da Ópera de Paris

O teto bleh

Passado o momento revolta com o teto fomos fazer compras e marcamos de encontrar mais tarde na torre pra fazer alguma coisa de noite. Voltamos ao albergue para nos arrumar e quarto tapa na cara: além de nos colocarem em quartos separados estávamos com pessoas desconhecidas, a minha sorte é que eu fiquei com mais três meninas, mas minhas amigas estavam dividindo quarto com homens, a Gabi estava em um quarto só com homens!!! Responsabilidade Rotary my ass!
Com toda a confusão chegamos tarde na torre e descobrimos que o último trem pro buraco de onde era o albergue sairia meia noite, ou seja, só deu tempo de subir na torre e voltar, e quase perdemos o último trem! Além de ser longe, não tinha NADA aberto perto do albergue e ficamos zanzando pelas ruas vazias e acabamos em um bar árabe comendo sandwich de kebab, ou seja, Rotary cagou na minha última noite em Paris.

No alto da torre

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mônaco e Avignon

Voltei!!! Não de vez, mas alguns colegas meus andam de xingando porque eu abandonei isso aqui sem terminar meus relatos e me fizeram PROMETER que eu iria postar pelo menos o resto das cidades que visitei na Europa. Eu sei que nem metade das pessoas que antes liam meu blog vão ver isso, mas promessa é promessa.
Meu último relato foi ainda sobre a Itália, nosso próximo destino era Mônaco. Mas quando entramos no ônibus percebemos que havia um passageiro a mais, era um MACACO GIGANTE! Um gorila de pelúcia que uma mexicana SEM NOÇÃO comprou por 100 euros! O bicho era enorme e ocupava mais de uma poltrona e ficávamos revezando pra passar calor do lado daquela aberração de pelúcia.

O gorila da sem noção

Mas então, Mônaco, pra quem não sabe Mônaco é um país, o segundo menor do mundo, perdendo só para o Vaticano (sim o Vaticano é um País) mas é o Estado com a densidade populacional mais alta do mundo! E de cara percebemos que o que veríamos dali pra frente não seria nada comum. A fronteira é literalmente um muro e um portão, ao passar pelo portão o susto: prédios ENORMES por todos os lados, subindo morros e ocupando cada milímetro daquele lugar, e só prédio de luxo. Olhando para baixo vimos o mar qualhado de barcos enormes, mas muitos barcos mesmo.
Passeamos um pouco pela cidade, pelos cassinos, pelo palácio e pela pista de fórmula 1 de lá (GP de Mônaco lembra?). A casa minuto que passava eu me sentia mais desconfortável naquele lugar, como pode existir tanta gente rica dessa maneira no mundo? Um país inteiro formado por pessoas podres de ricas que passam as noites em cassinos e o dias em seus iates...UM PAÍS INTEIRO DE RICOS! O metro quadrado de Mônaco é o mais caro do mundo, 50 mil euros! Eu me senti A pobre lá, e a cada minuto que passava ficava mais ainda porque pra tomar um suquinho eu gastei uma fortuna.
A sorte que passamos menos de um dia lá. Não me leve a mal, o lugar é lindo e tudo mais, mas pra curtir o país você tem que estar nadando na grana.

Mônaco: onde os pobres não têm vez

Pelos carrinhos deu pra sentir o drama né?

Partimos em direção à França...França!!! Sempre foi meu grande sonho conhecer aquele país de sons e sabores, pode parecer um puta cliche, mas eu não me importo, des da primeira vez que assisti o Fabuloso Destino de Amelie Poulain (o que justifica o nome do meu blog) eu não tirei da cabeça que um dia eu iria sentar em um banco de uma praça na frança e escutar um acordeon tocar...
Chegando à Avignon as notícias: 1. O albergue era uma DROGA sem fim! Juro! Três chuveiros pra 20 meninas e NENHUM espelho no banheiro! E detalhe: os vasos sanitários eram em um banheiro super longe do lugar que tinha pia pra lavar as mãos...como assim, WTF? Notícia 2. ia ter um show de fogos e a ponte para a cidade estava fechada, eu seja, estaríamos isolados até o dia anterior...o jeito foi deitar na grama e assistir os forgos.

O albergue era um cocozinho, mas a vista.....

No dia seguinte fomos para a cidade...OMG! Eu estava vivendo meu sonho! Avignon é uma cidade medieval super bem cuidada, com muros ao redor e castelo no centro! Um cenário de filme! Assim que chegamos na frente do castelo escutei um acordeon e um violoncelo tocando uma valsa liiiiinda. Eu quis chorar, juro! Primeiro que aquilo era lindo e realidade, e segundo que naquele dia faltavam exatamente um mes pra eu voltar pro Brasil, e apaixonada pela Europa como eu estava, tudo que eu menos queria era partir. Uma amiga me puxou pra dançar valsa e esqueci de tudo, só sabia que estava alí, rodopiando em meio de uma cidade perdida no tempo, ao som do acordeon francês...
O dia foi maravilhoso, passeamos muito. Em certo momento uma amiga cismou que queria fazer o segundo furo na orelha mas ela estava com medo da dor. Entramos em uma joalheria e eu disse que faria o meu terceiro para incentiva-la, uma ótima lembrança da minha França querida.
De noite compramos um vinho baratesimo, tipo, vinagre quase, e cada um foi com sua garrafinha escondida para o hotel. Eu nunca falo de bebida aqui, mas é que no Rotary é proibido beber, mas como não sou mais intercambista eu posso contar os podres da viagem. Bebemos a garrafa toda, cada menina bebeu uma inteira e resolvemos sair. Era segunda feira e a cidade estava deserta, mas eu achei tudo muito divertido ahhaha
Eu estava usando um sapatinho de paetes, lindo, mas assim que eu atravessei a ponte e pus meus pés na cidade a sola de um pé soltou, depois a sola do outro, depois as palmilhas...por fim os meninos arrancaram cada pedaço do meu sapato de recordação daquela noite louca e eu fui descalça até o albergue, e de novo, achei tudo muito divertido hahahah

Eu marcando o brinco da Ana

Shall we dance?

Ai sapatinho :(

Como eu disse, tudo era muito divertido hahah

sábado, 18 de setembro de 2010

não morri, mas to perdidíssima com minha nova vida...
Parece que não nasci pra essa vida de vestibulanda, nasci mesmo foi pra rodar o mundo, pra escrever...mas como não dá mais para adiar a vida de adulta tenho que estudar, e m,uito, e se Deus quiser em breve estarei na faculdade de Direito seguindo novos sonhos...
O sonho do intercâmbio se foi, fiz tudo que queria, e coisas que nunca imaginava, mas agora é hora de acordar do sonho Dinamarca e construir uma nova vida por aqui.
Está muito difícil...TÁ É FODA DE MAIS! Mas vou me virar...vou me virar...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais viva do que nunca


Oi gente! Não morri! Simplesmente voltei pro Brasil! Eu me odeio por não ter atualizado isso aqui antes mas o que se desenrolou depois do Eurortour foi tudo muito corrido, tão corrido que nem consegui terminar de narrar o Eurotour! Ficou faltando Paris, Bruxelas e Amsterdã, mas nem posso escrever porque como já disse, estou de volta ao Brasil e tentando construir minha vida aqui, e olha, não é nada fácil...
Mas vou fazer um resumão dos meus últimos dias:
Na semana logo após o Eurotour eu fiquei por conta do ballet, a minha última apresentação aconteceu no dia 12/06, sábado, e depois Maya da minha escola foi pra minha casa passar o resto do final de semana comigo. Nas semana seguinte fui a Oure só passar o tempo e na quinta fui pra Copenhagen para meu último dia naquela cidade que tanto amo.
Assim que cheguei lé encontrei com alguns intercambistas na praia e ficamos por lá um tempo, depois disso eu, Naty e Mayara resolvemos fazer um piercing, eu sempre fui doida com piercings na orelha, mas nunca tive vontade de contrariar minha mãe, mas mesmo assim fui e fiz, uma marca e tanto do meu último dia na capital dinamarquesa. Mais tarde fomos para a minha boate preferida de toda a Dinamarca, Kulor Bar! Gente bonita, 3 horas de cerveja de graça e música muuuuuuuuuuito boa! Me acabei! Saímos do bar já de manhã, cochilamos uma hora no aeroporto (sim, aeroporto!) e eu peguei o trem pra Mon...eu já tinha ido lá com o Benjamin, o menino que vai pro Brasil, lembra?
Mas então, fui pra mon ver Benji e foi um dos melhores finais de semana que já tive, eu, ele, a mãe dele, o namorado da mãe dele e mais um casal de amigos. Além do lugar lindo e das comidas maravilhosas a compania era super agradável e eu me diverti muito.

Na casa do Benji

Logo depois da viagem com benji, veio a apresentação do Rotary, toda em dinamarquês!!! Mas acho que me sai bem.
No dia 23 foi o último dia da escola, já na palestra de tarde eu estava me sentindo mal e triste, ainda mais com a quantidade de olhares de piedade pra cima de mim e do Benji que meus colegas lançavam. De noite foi o jantar e a festa, meus colegas foram uns amores lindos comigo, eu e Benji choramos muito. No dia seguinte todos tiveram que limpar seus quartos. O pessoal todo escreveu num livrinho pra mim coisas que eu nem imaginava! Escreviam que gostavam de mim e me admiravam de forma tamanha que fiquei balançada pelo resto do dia. Algumas meninas escreveram que eu era a menina mais linda que elas já viram. No almoço sentei perto das meninas do ballet e mais duas amigas e começamos a chorar, a Julie veio em prantos a mim dizendo que queria passar mais tempo comigo...
O resto do dia foi uma merda, eu parecia estar fora do meu corpo, eu e Maya fomos fazer compras pra tentar melhorar o astral. A Maya foi a minha melhor amiga no intercâmbio, mas não chorou, segundo ela o coração dela dizia que íamos nos ver muito mais vezes, espero!

As choronas

:'(

Depois do último dia de escola fiquei meio morta, morgando pelos cantos, mas tive que acordar para sexta feira. Fui pra Odense e muitos intercambistas foram também, aquela seria nossa última noite juntos, intercambistas de Jylland, Sealand e Fyn todos juntos pela última vez.
A noite foi uma loucura, muitas das coisas que aconteceram nem posso contar, mas valeu como minha última noite de festa.

A-Bar!!!

No domingo rolou um jantar de despedida com minhas famílias e meu conselheiro e na segunda Benji foi pra minha casa. Ficou comigo até o aeroporto, até arrumar mala ele me ajudou.
No aeroporto foram minha última mãe, Benji, Maya e Mayara...eu acho sempre mais doloroso despedir em aeroportos. Maya me deu uma carta linda e um CD com as nossas músicas mais marcantes juntas. Benji chorou, eu chorei muito, mas não na frente deles.
No dia primeiro de Julho às 15:30 eu decolei daquele país que tanto amo. A minha escala era em Madri, um curta conexão de 18 HORAS!!!! Dormi no aeroporto e tudo, passei a noite lá né, foi uma provação e tanto.
Cheguei em Belo Horizonte 1:30 da manhã do dia 3 e grande parte da minha família estava lá com com cornetas e pompons a minha espera, achei lindo.
Chegando no meu apartamento eu parecia flutuar, tudo estava exatamente como deixei, nada havia mudado, mas eu não era a mesma, nunca mais seria.
Aquela noite, mesmo exausta, não consegui dormir. Peguei no sono de exaustão depois das 3 da manhã e já as 7 estava de pé com a cabeça a mil "O que eu estou fazendo aqui?" era só o que eu pensava.
Agora já se passou um mês que estou aqui e MUITA coisa já rolou, mas isso é história pra outro post.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Itália- Lido di Jesolo, Veneza, Verona e San Remo

No dia seguinte pegamos a estrada bem cedinho rumo a Itália, eu não conseguia me conter de tanta emoção, só dava eu e Anja "ITÁLIA MANO!"
Logo após a fronteira pudemos ver as casas, os rios, as montanhas...tudo tão lindo, tudo TÃO ITÁLIA!
Na primeira parada já nos sentimos super bem, um pela língua mais entendível (bem melhor que tcheco e alemão né) e outra pelos homens...e que homens G-jus!!
Chegamos em Lido di Jesolo no fim da tarde e vimos nosso lindo hotel com vista pro mar. Lido faz parte da província de Veneza, é uma cidade de praia como muitas que vemos por aí no Brasil, mas bem mais organizado.
Fomos de cara pra praia e mesmo não estando muito quente eu pulei na água. Há tempos eu não entrava no mar, as últimas praias que fui foram na Dinamarca e no Canadá, frio de mais né? Foi uma delícia!
De noite passeamos pela linda cidade.

Logo pela manhã pegamos um barco rumo a Veneza, todos conhecem Veneza não é? Cidade linda e romântica, cheia dos canais e gôndolas.
Antes de ir pra lá algumas pessoas me desanimaram demais dizendo que lá fedia muito, que não tinha nada além do passeio de gôndola, que era muito caro ainda por cima, mas chegando lá percebi que as pessoas não souberam ver qual é a verdadeira beleza do lugar.
Veneza não tem muitos monumentos espalhados pela cidade, a própria cidade é o monumento! Em que lugar do mundo há rios ao invés de ruas? E as ruas que tem são super estreitas? Que cidade mantêm as casas antigas daquela maneira? Que cidade tem tanta música pelas ruas e praças como Veneza? Só de andar pelas ruazinhas daquele lugar já fui tomada por imensa alegria de estar alí.

A primeira coisa que fizemos foi andar de gôndola, MUITO caro mas é preciso. Depois fomos pra praça de São Marco e andar. Depois de muito andar eu cansei e voltei pra praça, lá havia um grupo de música, tocavam piano, violino, violoncelo, saxofone e acordeon (eu AMO acordeon). Sentei na praça e senti que poderia ficar alí por horas só observando, que delícia.



Mais tarde encontramos com o resto dos intercambistas e fomos pra Lido. De noite fui nadar na praia, um friiiiio, mas foi muito bom!!
O dia seguinte foi livre, o único que dormimos até depois das 9 da manhã. Passamos o dia na praia. Eu tomei sol e escrevi muitos postais.
A Itália foi sem dúvida o lugar que comemos melhor, com 5 euros comíamos um pratão de macarronada ou lasanha ou pizza, uma delícia. Mas o que economizei em comida eu gastei em sorvete. Se eu pagava menos de 5 euros num almoço eu pagava 2 em uma bola de sorvete, eu disse UMA BOLA de sorvete. Mas era tão bom que eu não economizava mesmo!
No dia seguinte fomos a Verona e dormimos em San Remo. Em Verona vimos a arena de Verona, um mini-mini-mini-Coliseu, e depois a casa da Julieta. Pra quem não sabe a história de Romeu e Julieta se passa em Verona. Há controvérsias se a história é completamente fictícia ou se há algo de verdade, mas a casa está lá e a varanda dela também.
Antes de chegar na casa tem um beco com papéis pregados nas paredes onde as pessoas escrevem o próprio nome e o nome do namorado/marido/affair para ter sorte no amor. Depois a varanda dela.
Depois de Verona fomos a San Remo....não tem NADA naquele lugar, só tenho isso a dizer.
Arena

Eu colocando meu papelzinho

E isso é história pra outro post hahahah

sábado, 12 de junho de 2010

Viena- Áustria

Viena não foi dos mais badalados, em Praga na noite de balada um menino voltou muito tarde pro hotel sozinho e bêbado e foi mandado pra casa. Ficamos no maior clima ruim depois disso, pro completar no dia que chegamos era feriado e estava tudo fechado e eu comecei a ficar doente, nada legal.
Chegamos na cidade e andamos pelas ruas silenciosas, nada aberto, só as construções charmosinhas e o bom tempo para nos animar. Depois fomos para o hotel. Muuuuito longe o hotel, nem se quiséssemos íamos sair, o jeito foi fazer nossa própria festinha nos quartos.

Bagunças no hotel


No dia seguinte saímos para conhecer a cidade de verdade. Eu estava doente e sem forças, durante o tempo todo que passamos dentro do ônibus eu dormi.
Mas vamos lá, Viena é conhecida por ser importante centro de música erudita, música clássica, também por ser cidade natal de Freud, pelas igrejas góticas e pelo castelo de Schönbrunn, um dos maiores e mais importantes do mundo.
A primeira parada foi no castelo, lugar ENORME! 1440 aposentos, quer mais? Lógico que não visitamos tudo, nem metade! Mas foi ótimo, o lugar é de uma riqueza sem igual e tudo é conservado exatamente como antes. Os jardins são maravilhosos e me emocionei por estar vendo tudo aquilo ao vivo!

Depois fomos a casa de Hundertwasser. São prédios super modernos construídos de maneira irregular (inclusive o interior) onde cerca de 150 pessoas vivem. O lugar é impressionante e a vizinhança também, o chão todo irregular, paredes de mosaico e diferentes árvores, foi uma das coisas que mais gostei de Viena.

Depois fizemos um tur com o ônibus, mas como eu disse, eu dormi o tempo todo.
Depois fomos ver uma igreja gótica e passear nas enormes ruas de Viena. Como em todo lugar turísco da Europa haviam muitos artistas de rua, mas em Viena naquele dia tinha muuuuuuitas estátuas vivas, choquei.

O Vitor e uma das estátuas


O rotary não dava muito dinheiro para comer, 5 euros por dia e acredite, isso não é nada. O que podíamos comer era um lanche do McDonald's, e o mais barato custava 5,50, mas naquele dia o povo estava destinado a comer algo local. Com o dinheiro que tínhamos só dava para comer coisa de rua, e lá fomos nós comer um cachorro com a dita "linguiça austríaca". Só tenho uma coisa a dizer: ECA. Era um pão murcho e uma linguiça enorme com um queijo/creme nojentão no meio, pingando gordura, e gente, eu juro que não sou nojenta, quem me acompanha sabe que eu como o peixe melequento, repolho roxo doce, linguiça feita de sangue de porco (muito boa por sinal), mas aquilo não dava, eu me sentia menos saudável a cada mordida. Arrependimento mor!
Mais tarde o mesmo de sempre no hotel, dessa vez com piscina.
O seguinte? Um sonho, rumo à Itália!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Praga


Antes de continuar a narrativa deixa eu esclarecer uma coisinha, o negocio da cerveja no post anterior foi porque não é permitido beber no Eurotour, regras do Rotary.

Continuando.
No dia seguinte fomos cedinho para a República Tcheca. Devo confessar que não sabia nada sobre esse país e que antes de vir para o intercâmbio nem sabia que Praga ficava lá, tenso. Mas muita gente já tinha me falado que era um lugar lindo.
Antes de chegar a praga paramos para trocar nossos euros por coroas tchecas. Aiai esse povo que quer ser do contra (tipo a Dinamarca assim).
Antes de entrar na cidade fomos a um local que era um campo de concentração de judeus. Foi chocante ver as condições em que seres humanos eram mantidos alí, mais chocante ainda foi ver o cemitério enorme de pessoas que haviam morrido alí.

Depois chegamos direto no hotel que iriamos ficar. Leu direito? HOTEL, nada de hostel capenga, e aquele foi sem dúvida o melhor hotel da viagem, comida de gente e tudo mais!
A guia nos prometeu que se todos chegassem na hora aquela noite poderíamos ficar até mais tarde na próxima noite. Como não tínhamos muito tempo pra fazer só passeamos pela cidade.
Foi um choque! Eu estava de saia e as meninas de short, mas todo mundo de meia calça por baixo, nada vulgar mesmo, mas agente passava pela rua e TODO MUNDO olhava pra gente! Era sem noção, as mulheres faziam a maior cara feia e os homens secavam com os olhos, alguns mexiam com agente. Dependendo do atendente, éramos melhor ou pior tratadas em lojas. Uma coisa que assustou também foi a quantidade de cabarés no centro, um até se chamava Cabaret Carioca, a Ana ficou fula da vida porque ela é do Rio. Certa hora um cara veio até agente nos chamando pra entrar em um lugar, quando olhamos pra porta tinha um striper dançando. Saímos rapidinho.
No dia seguinte coloquei uma calça e fomos passear com o grupo. Fomos ao castelo de Praga, o maior do mundo segundo o Guinness. Além de enorme é lindo, cheio de pátios e com um vista maravilhosa.
Depois tivemos tempo livre para andar pelas rua de Praga. Ouvi dizer que esse é o melhor programa do lugar: andar sem rumo pelas ruas charmosas e cheias de música.
Me apaixonei.


Mais tarde fomos para o hotel nos arrumar e logo voltamos para cidade para balada.
Era uma balada que meu oldies contaram para mim sobre ela. Cinco andares de balada, eu disse CINCO! E cada um tinha um estilo e atrações diferentes, jogos, música eletrônica, músicas antigas, músicas atuais, painéis interativos, um projetor de água, pisos coloridos, laseres...tudo que você imaginar numa balada só.
Chegamos bem cedo, assim que o lugar abriu, e não tinha quase ninguém, mas mesmo assim me diverti horrores. Pulei de piso em piso, curtindo todas as músicas, luzes, cores e tudo de diferente que aquele lugar tinha. Ainda volto lá!!
Voltamos de taxi pra casa e nos preparamos para mais um dia, agora rumo a Viena.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Berlim- O início

VOLTEIII! Na verdade eu voltei tem uns 3 dias já, mas só agora tomei vergonha na cara de vir aqui atualizar. Eu me odeio por não atualizar isso aqui.
Antes do Eurotour rolou bastante coisa, altas festas e o último dia de aula, mas nem rola de contar mais.
Bora contar do Eurotour.
No dia 20 de maio eu acordei cedinho, super cansada por ter arrumado a mala de última hora até 3 da manhã, peguei o trem e encontrei com alguns intercambistas para o começo da melhor viagem de toda minha vida.
Passamos de Fyn para o sul da Dinamarca pegando cada vez mais gente e no final éramos cerca de 65 jovens entre 15 e 19 anos com um só destino: se divertir o máximo possível pela Europa!
Primeiro destino: Berlim.
Depois de horas de viagem na maior animação (da parte dos latinos pelo menos), chegamos à capital da Alemanha. Foi estranho chegar num país onde eu não entendia um A do que eles falavam, e era pior que na Dinamarca porque lá eles nem falam bem inglês.
Chegamos no Hostel e descobrimos que o lugar era uma droga e teríamos que dormir em quartos de 6 pessoas (se soubéssemos o que viria pela frente acho que não teríamos reclamado naquele lugar). Já não bastasse a comida de presídio do lugar (purê de batata e molho de carne, só!) ainda tinham uns japas safados mexendo com agente.
Logo demos um jeito de sair dali e ir conhecer a cidade.

Nosso hostel da floresta

Um dos intercambistas nossos conhecia uma intercambista da Alemanha e ela nos levou ao centro e nos ensinou como andar lá.
Já na estação central vimos uns blocos de dominó gigantes que fizeram parte da comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Compramos uma cerveja(eu disse UMA, pô, Alemanha né?) e fomos pra cidade. Vimos o parlamento, o portão de Brandeburgo e o monumento do Holocausto. Iríamos ver tudo isso pela manhã, mas de noite é outra coisa.

Os dominós na comemoração dos 20 anos da queda do muro...

...e eu na estação com um deles

Brandeburg by night

De manhã acordamos cedo e fizemos um city tour com o ônibus nos pontos mais importantes e mais tarde fomos a catedral de Berlim ouvir uma missa. Eu não gosto de missas, eu nem sou católica na verdade, mas foi um prazer estar naquele lugar. A igreja era maravilhosa e as missas protestantes são cheias de lindas músicas tocadas no órgão. Naquele momento me senti abençoada, eu estava na Europa, tem noção? Eu estava tento a oportunidade de ouvir (mesmo não entendendo bulhufas) uma missa na maior catedral de Berlim! Berlim mano!!

Monumento do Holocausto

Catedral maravilhosa de Berlim


Depois da igreja, tempo livre, ai que a aventura começou!
Fomos eu, Jéssica, Ana, Amanda (vulgo Anja) e Rennê destinados a achar o muro de Berlim. Mas como? Morando tanto tempo na Dinamarca estávamos desacostumados com cidades verdadeiramente grandes. Foi aí que Jé teve uma ideia que virou o lema do nosso Eurotour: pergunta no hotel! Gente, dica, isso funciona! Eles sempre tem mapas e sabem de tudo e você não tem que pagar por isso porque eles nunca vão saber se você está no hotel ou não. Se bem que naquele dia o cara devia saber porque estávamos um lixo e o hotel era fino.
Mesmo assim o cara foi um amorzinho e nos ensinou o caminho. Alguns trens e chegamos no muro. Um muro pequeno, cinza e com umas cercas envoltas "poxa, não dá nem pra encostar?". Foi aí que eu descobri que não existe apenas um pedaço do muro de Berlim restante (deeeer Luiza). Tiramos algumas fotos e voltamos para o centro.

Muro de Berlim

O tio do hotel deve ter morrido de rir por dentro ao nos ver de volta:
-Não tem outro muro não?
-Tem, esse era só o mais próximo
-Tá, qual é o mais legal?
-Tem um aqui, que você pega esse trem, depois esse metrô
-Agente pode encostar?
Daí o tio riu de verdade
-Pode, pode
E lá fomos, esse era longe mesmo.
Quando chegamos vimos que era enooooooorme cheio de pinturas de um lado e de outro todo branco, nem deu pra ver o muro todo de tão grande e dava pra encostar!! hahaha

Outro pedaço do muro

Depois fomos em direção a rua mais famosa de lá, com lojas chiquérrimas e onde tinhamos notícias de uma churrascaria brasileira, o povo tava seco por uma picanha.
No trem pro lugar de onde achávamos que era a rua encontramos alguns hablantes (leia-se latinos que não são brasileiros) que íam em direção ao estádio onde ocorreu a copa do mundo de 2006, lógico que fomos junto não é?
Lugar enorme e maravilhoso! Nunca imaginei que um dia estaria alí!



Depois voltamos ao nosso rumo.
Não sabíamos exatamente onde era a rua e resolvemos andar pra achar. Com muita pergunta e um mapinha capenga quase rasgando na mão achamos a bendita rua, mas não o restaurante, a rua era enorme.


Depois de muito andar e reclamar da nossa pobreza achamos o bendito lugar, chegando lá a facada: 30 euros pra um jantar! Isso pode não parecer muito, mas pense em EURO! E pense que somos intercambistas pobres que ganham 5 euros pra comer cada dia. Eu e Anja desistimos na hora e os meninos resolveram fazer a caminhada valer a pena. Como até pra sentar tinha que pagar 10 euros eu e Anja fomos pro bar do lugar. Chegando lá o barman já gritou "brasileiras?". Pois é, brasileiro tem em todo lugar! "Olha, eu não devia abrir agora, mas não devia estar fumando nem bebendo aqui então se vocês não contarem pra ninguém tá de boa."
Ele ligou o som, colocou o carnaval na televisão e ficamos por horas conversando.

Brazucada na Alemanha

Mais tarde voltamos pro hotel felizes da vida prontos pra novas aventuras.
Próximo destino? República Tcheca, Praga!

Cinco intercambistas e muitos trens por Berlim