sábado, 17 de dezembro de 2011

Finalmente, estou de volta!

Sim, depois de um ano e meio eu estou de volta ao país que tanto amo! E olha que foi uma viagem beeeem longa. Minhas últimas horas em Portugal foram tensas, primeiro que minha bateria do computador acabou e meu carregador não cabia na tomada e segundo que a hora não passava! Fiquei umas 3 horas parada na frente do portão de embarque de olho na placa "Copenhagen", doida para pular no primeiro avião que me levasse pra lá o mais rápido possível.


A hora do voo foi chegando e os passageiros também: Um menino lindo super estiloso, um velhinho com olhos azuis e terno, uma senhora de cadeira de rodas, uma mãe e uma filha conversando...quando elas chegaram perto de mim pude ouvir que estavam falando dinamarquês e meu coração parou, senti um nó na garganta e meus olhos encheram de água "Luiza, sua idiota! Pare já com isso! Tá chorando por que?" Saudade, medo, felicidade, alívio...vai saber o que eu sentia naquele instante, só sei que fiquei lá, no meio do aeroporto chorando feito uma criança abandonada.

O voo até Copenhage foi longo, longo de mais. O filé de peixe do jantar caiu feito uma bomba no meu estômago que já não estava bem antes.

Finalmente escuto o comissário de bordo falando com aquele sotaque bizarro de português que estávamos iniciando a aterrizagem e lá embaixo, bem de longe vi as luzinhas organizadas da cidade e chorei mais uma vez, dessa vez eu tinha certeza que era de alegria.

Cheguei no aeroporto e saí correndo, literalmente, para pegar minhas bagagens e, pela primeira vez em 3 anos, nenhuma delas extraviou ou foi destruída. Corri ainda mais para sair do aeroporto e lá estava Benjamin, com flores nas mãos e o maior sorriso do mundo no rosto.

Meu primeiro dia aqui foi uma delícia, aos poucos fui me acostumando e lembrando de como é a vida na Dinamarca. A comida, a temperatura, as tradições de natal, o cheiro...tudo que me fez tanta falta durante tanto tempo. Estou feliz, feliz de verdade!

Pão preto, queijo e geleia...que saudade!

Estou apaixonada com a cozinha desse lugar!

Natal em todos os lugares


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Diretamente de Portugal, uma menina morta

Acabei de chegar em Portugal, ufa! Finalmente posso respirar aliviada! Minha últimas semanas não foram de Deus não! Eu não parei um segundo e o stress reinava sobre mim. As provas da faculdade e o ballet me consumiam cada dia mais!

Minhas provas acabaram na sexta mas meu ballet foi até domingo quando apresentei duas seções de Flocos de Neve. Segunda comecei a arrumar as coisas da minha viagem e de tarde teve festinha do meu grupo de ballet. Terça e ontem fiquei por conta da viagem e fiquei pronta de vez ás 21:30 de ontem, foi uma loucura! Arrumei a mala igual meu nariz e fui rezando pra não ter esquecido nada (logo no avião lembrei de umas 3 coisas que esqueci ¬¬)

Meus pais não estavam em BH e dois primos meus me levaram no aeroporto. Eu estava com o coração apertado e meio carente de família, fiquei tristinha até subir no avião. Estava com medo de voltar pra Dinamarca, de viajar completamente sozinha (se Rotary tudo fica mais difícil) e das coisas que eu estava deixando para trás.

Entrei no avião e já comecei a escutar diversas línguas e ver pessoas diferentes, comecei a me acalmar aos poucos. Mais tarde uma menina, Fernanda, que estava sentada ao meu lado começou a puxar papo comigo e ficamos conversando até chegar aqui, em Lisboa, quando ela pegou o voo para Bruxelas. Adoro conhecer as histórias de quem viaja, só de perguntar pra alguém no aeroporto pra onde ela vai e por que você já ganha uma grande história.

Depois que me despedi dela comecei a andar pelo aeroporto e conversar com os portugueses, que é um povo muito amável por sinal. Aos poucos fui me acalmando cada vez mais até que finalmente me senti feliz, mas feliz de verdade! Lembrei que é disso que eu gosto, de pessoas diferentes, de culturas diferentes, de línguas diferentes e principalmente dessa liberdade que é viajar.

Agora estou no meio de vários idiomas e um cheiro de doce português, e aqui ficarei por mais quatro horas esperando meu voo pra Copenhage. Parece muito? Não pra mim, é uma nova experiência e vou aproveitar cada segundo dela.

Acabei de tirar uma foto minha pra vocês espantarem as moscas da sua casa hahahah
Devo ter dormido umas 3 horas só e estou morta de verdade!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Bagunça

Minha mãe sempre diz que meu quarto fica mais bagunçado a medida que minha vida fica bagunçada


Ou seja...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um novo passaporte para um nova história


Quando eu fiz meu primeiro passaporte, em 2006, eu tinha apenas 14 anos, mas sabia exatamente o que queria: encher as páginas daquele livrinho verde com diferentes lugares e mil histórias pra contar.

Nesses 5 anos de uso, visitei 11 países e, claro, não consegui encher nem metade do que queria, mas tenho história que não acaba mais, histórias tristes e felizes, complicadas e leves que aos poucos foram se tornando parte da minha vida e de quem eu sou.

Ver a moça da polícia federal passando as páginas do meu passaporte antigo e carimbando um enorme CANCELADO em cada uma, me deu um apertinho no peito e me fez lembrar de um pouco de cada lugar que fui com ele.

Meu primeiro visto para minha primeira viagem, olha que gordinha hahaha


Minha primeira viagem internacional foi pra Atlanta, no estado da Geórgia, EUA. Minha tia mora lá e fui com mais duas amigas passar um mês e conhecer um pouco da cultura local que era tão diferente. Me lembro como se fosse ontem dos primeiros passos que dei fora do aeroporto, as primeiras imagens de um país completamente novo. Ainda na primeira semana liguei para minha mãe e disse " Eu quero muito mais disso aqui!!"

Meu segundo visto para os EUA e o carimbo de Madrid de 2010 porque o cara estava com preguiça de achar a página certa pra coloca-lo ¬¬

E foi o que aconteceu. Seis meses depois resolvi trocar minha festa de 15 anos para um viagem para Nova York, Disney e uma estação de ski em New Jersey. Eu fui sem conhecer ninguém e de última hora, inclusive o visto foi super de última hora, mas valeu muito a pena e parecia um sonho!

Visto para o Canadá, mil vezes mais simples do que conseguir um pro Estado Unidos

Essa viagem foi a única que eu não tive que correr atrás e implorar pros meus pais para que me deixassem ir. Minha irmã, de 13 anos na época, queria ir para Vancouver, Canadá com o pessoal do curso de inglês, mas como ela era muito nova me mandaram com ela, eu tinha 16 anos, não muito responsável né, vamos combinar...
Foi quando meu inglês melhorou de vez, eu perdi o medo de viajar, me apaixonei pela liberdade que essas viagens me davam e criei o lema das minha futuras aventuras "Não vou ver esse povo nunca mais na minha vida, bora fazer o que der na telha!"

Esse eu nem sabia que precisava! Fiquei ilegal na Dinamarca durante uns 3 meses até que me contaram que eu precisava de um visto, e preciso dizer que esse é meu favorito? Mesmo a foto sendo a pior de TODAS!

E esse todo mundo conhece pelo menos algumas das história não é? O blog inteiro é uma história gigantesca por trás desse papelzinho aí. Minha vida na Dinamarca, os diversos países europeus que visitei e tantas coisas mais...

Está na hora de construir novas histórias com o novo passaporte, dessa vez azulzinho, que vai me levar de volta á minha amada Dinamarca, de volta á França para uma viagem de esqui e para um novo país na minha lista, Inglaterra!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Grupo Mineiro de Danças Clássicas



Passou a semana mais punk do ano, ainda não estou tranquila mas as provas mais difíceis já passaram e minha super apresentação de ballet também.

As provas foram uma droga, maaaaas o ballet foi tudo de bom! Agora estou muito doente e quebrada de verdade, mas garanto que tudo valeu a pena.

Acordei super cedo na quinta feira, morta por ter ficado até tarde estudando Direito Civil. Fui com mala e tudo pra faculdade e fiz a prova meio que correndo. Um carro me buscou e fui direto pro aeroporto. A apresentação era em Ipatinga, umas 4 horas de carro de BH, mas o meu grupo de ballet havia saído com o ônibus as 7 da manhã e para chegar a tempo do ensaio só de avião mesmo. Chegando no aeroporto vi Michelle, a primeira bailarina do nosso grupo, ela não conseguiu ir mais cedo e acabou indo no mesmo avião que eu, foi ótimo passar o tempo com ela.

Chegamos em Ipatinga e o grupo todo já estava terminado de almoçar, comemos rapidinho e fomos para o Teatro Usiminas com mala e cuia para marcar palco e ficar para a apresentação que seria as 20:00. O teatro é enorme! Um palco gigante mas muito mal aproveitado, segundo Michelle, são poucas as vezes que o usam para arte, uma pena...

A marcação de palco foi intensa, cansativa e longa, tão longa que terminamos faltando menos de duas horas para o início da apresentação, o que pra mim significou desespero geral! Meu cabelo é impossível de domar e maquiagem de ballet demooooora. Sorte que as meninas me ajudaram no cabelo e minha maquiagem saiu de primeira.

As lindas salvando meu cabelo

O ballet de repertório que apresentamos se chama La Fille Mal Gardee, uma história de amor leve e simples, entre Lise e Colas, dois camponeses, e os problemas com a mãe da moça, que quer vê-la casada com um homem rico, mas o escolhido, Alain, não passa de um menino meio bobão obcecado por seu guarda-chuva, bizarro eu sei. O ballet se passa o tempo todo no campo e eu representei uma das amigas de Lise, uma das camponesas e também o galo da fazenda hahahahah

O galo (eu) e as galinhas


O ballet começou e eu estava bem nervosa, minha primeira dança era como galo e eu vestia uma fantasia preta que cobria cada centímetro do meu corpo com uma máscara que deixava apenas os olhos e a boca de fora, quase morri de calor! Eu sentia minha maquiagem escorrer e a roupa que eu usava por baixo encharcar.

Saí do palco feito uma louca para trocar de roupa e virar uma camponesa. A partir daí tudo passou muito rápido, eram muitas danças e eu só pisava fora do palco para trocar de roupa ou pegar novos acessórios, e logo duas horas se passarem diante dos meus olhos e alí estava eu recebendo meus últimos aplausos com dores no corpo que nunca antes senti, um cansaço louco e uma felicidade gigante, nosso grupo tinha conseguido o impossível, em menos de dois meses montamos um espetáculo inteiro!

Depois rolou comemoração no quarto, e o que realmente rolou lá...bom, o que acontece em Ipatinga, fica em Ipatinga! hahahah

Com cabelinho de camponesa


Galo, galinha, camponeses, trabalhadores, amigas, tudo junto e misturado. GMDC!

sábado, 26 de novembro de 2011

Tão perto, tão longe



Faltam apenas 18 dias pra minha viagem! Tempo curtíssimo e tudo que eu mais queria era passar esse últimos dias aqui no Brasil fazendo compras, organizando meus documentos, arrumando minhas malas, comprando presentes...mas não! Estou longe de ficar tranquila assim! Minhas provas finais começam semana que vem, e também nessa semana, quinta-feira, é o dia de uma das apresentações de ballet mais importantes que já participei. Preciso de muito tempo pra tudo, mas não tenho nem meio tempo pra nada! Taí uma coisa que nunca escrevi aqui, que tenho que estudar e ser responsável, tudo o que não fazia no meu intercâmbio...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que vem depois...

"...de repente um menino aparece do nada na minha frente, com uma garrafa de cerveja pra mim e uma pra ele "bem vinda à Dinamarca!". Eita! Mais um pilantrinha querendo me embebedar! Mas dai ele começou a ditar os três D's proibidos do Rotary pra mim:
-No drink, no date, no drugs, no drive
-Perai, como você sabe?
-Eu sou intercambista também! Eu vou ano que vem.
-Legal, pra onde você quer ir?
-Argentina, Brasil ou EUA.
Brasil? Opa, virou meu best :p Por fim descobri que ele já queria conversar comigo a tempos mas não tinha coragem (o que o alcool não faz com os danêses ein?) e a Maya até já tinha me falado dele há uns meses atrás mas eu esqueci de procurar saber quem era. Anyways, conversamos um pouco e eu achei que no dia seguinte ele ia esquecer de mim pelo estado alcoólico da criança."


Esse é um pequeno trecho do post que escrevi no dia 28/12/2009 http://luizapadovezi.blogspot.com/2009/12/festa.html um dia muito especial, mas esse fato, na época banal, foi muito importante pra quem sou hoje.

Loucura pensar que na época eu tinha 17 anos e nada na cabeça, pelo menos não sobre o que minha vida viria a se tornar...quem sou eu agora? Uma menina, que os pais já a consideram como adulta (triste, triste) de 19 anos, no segundo período do curso de Direito que mora sozinha e namora, bem, aquele menino que queria me dar um cerveja no tal dia.

O tal menino chama Benjamin, depois da festa conversamos mais algumas vezes, ele descobriu que o Rotary o mandaria pro Brasil e estamos juntos desde então, 1 ano e 8 meses.

Nosso namoro foi segredo por muito tempo, tanto nos meu meses restantes na Dinamarca quanto no ano que ele passou aqui no Brasil, já que o Rotary, organização que realizou nosso intercâmbio, proíbe o namoro enquanto somos intercambistas.

Ele voltou pra Dinamarca há quatro meses e nosso namoro ficou muito mais difícil e chegamos a terminar por um tempo, mas aos poucos estamos voltando...sei que parece loucura, mas quem consegue mandar nesse coração burro?

Bom, long story short, o namoro continua meio manco, mas continua e muito em breve, daqui a 20 dias pra ser mais exata, eu estarei entrando em um avião rumo à Dinamarca! E estou de volta à blogosfera, o blog não vai mudar nada do que era, não sei escrever de outro jeito que não este meio bobão mesmo, se algo mudar...bom, ai sou eu mesma que estou mudada

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bruxelas- Bélgica


E cá estou mais uma vez, a passos de tartaruga, tentando cumprir a promessa de terminar os relatos do Eurotour. Esse já é o penúltimo país, mas tipo, já tem quase 8 MESES que eu voltei!!! Mas promessa é promessa...
Antes de mais nada tenho uma notícia, passei na Faculdade de Direito Milton Campos e na federal de Ouro Preto (UFOP) também pra direito, então para vocês que acham que intercâmbio é perda de tempo eu sou a prova viva que se aprende bem mais com a experiência do que com os livros porque eu competi com pessoas que estudaram um ano pra prova e eu estudei 3 meses, sem terminar o terceiro ano!
Bom, passado o momento convencida "eu sou foda", eis o prometido relato(se ainda me lembro de tudo):
Fomos de Paris para Bruxelas, a esse ponto eu já estava começando a ficar cansada daquele ônibus quente e daquele macaco gigante esquentando mais ainda o lugar.

Deu pra ver que eu estava morrendo ne? Detalhe pra minha testa queimada pela chapinha da noite anterior

A chegada na Bélgica foi estranha, nos deixaram em um lugar para comer com os 5 Euros habituais, mas naquele lugar só tinha coisa de no mínimo 10 euros, parabéns pro Rotary. Era um parque, mas nào tinha NINGUÉM, me sento em uma cidade fantasma.

O átomo

Comemos rapidinho, passamos rapidinho pelo Átomo (o famoso) e rapidinho estávamos na cidade fazendo o tour mais rápido de todos. Não reclamei porque não há tanto para visitar e por algum motivo eu estava morta. Vimos o famoso mijão (sério,a estátua de um menininho pequeno fazendo xixi), a versão feminina do mijão, os prédios lindos, comemo waffles e compramos muuuuuuito chocolate, esses são basicamente os pontos turísticos de lá.

O tal mijão


Waffles!!!

Voltamos para o hotel, arrumamos e AÍ SIM, saímos to have some good fun!
Bruxelas é uma cidade cheia de bares e ruinhas estreitas charmosas onde os bares estão, fomos direto para o mais famoso de todos: "Delirium Bar" conhecido pelos intercambistas como "o elenfantinho cor-de-rosa".

Jake (lembram?) e Gabi, meus companheiros da noite

Olha o elefantinho ai!

Lugar louco, lugar animado, lugar tudo de bom!! Eles possuem um cardápio com 2.004 diferentes tipos de cerveja, tem um monte brasileira e tem até a cerveja Duff do Hommer Simpson, que é uma delícia! Eu arrumei um certo americano pra pagar tudo pra mim e a noite ficou melhor ainda.
A noite estava ótima, mas como sempre tínhamos um horário a cumprir e surpresa! Faltavam 15 minutos para o toque de recolher e eu nem sabia direito onde o hotel era. Sorte que o único menino que sabia o caminho ainda estava no bar, bom, sorte mais ou menos porque esse menino estava tão bêbado que ele nem sabia em que país estava.
Mas eu fui o anjo da noite e tinha o endereço do hotel comigo e pegamos um taxi e eu fiz os bêbados pagarem.
Chegando no Hotel a guia megera já estava fazendo a visita aos quartos, por pouco ela não nos vê!!
Dia seguinte? Ressaca geral...

Cerveja, cerveja, cerveja...

Duff beer!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paris!!


Saímos de Avignon bem cedo, eu com uma ressaca sem fim da noite anterior sentei na primeira poltrona que pude alcançar e dormi. Pelo jeito todo mundo estava na mesma situação porque estava um silêncio terrível naquele ônibus.
Nosso ônibus tinha uma guia muito fofinha, ela era bem velinha e parecia a vovó de todo mundo, mas as vezes ela falava de mais, falava de cada detalhe de cada cidade. Nesse dia, 7 da manhã, todo mundo morto, dormindo, ela do nada pega o microfone e diz:
-Bela escultura a nossa direita!
PQP! Palavrões foram ditos nas mais variadas línguas.
Nosso destino era a cidade luz, PARIS! Chegamos ao nosso destino no final da tarde e a primeira vez que avistei a torre Eiffel foi de tirar o fôlego. Ver aquela torre, no fundo daqueles prédios e cafés tão charmosos, não parecia real.

Sair para vez a cidade só no dia seguinte. Fomos direto para tão esperada torre. Depois passeamos pelos pontos turísticos mais importantes (arco do Triúnfo, Notre Dame, obelisco, etc). Paris é uma cidade linda, mas lotada de gente, não só turistas como os moradores de lá, que além de muitos são uns loucos barbeiros que estacionam em qualquer lugar e fazer do trânsito um inferno! E olha que eu moro em Belo Horizonte e aqui não é tão organizado assim.

Feliz? Não imagine!

Notre Dame

Obelisco

Depois tempo livre. Eu estava louca para conhecer o Louvre e lá fomos nós.
O lugar é lindo e gigantesco! Segundo a vovó tagarela se você entrar no Louvre e olhar durante 20 segundos para cara peça, você gasta 9 MESES para ver tudo!!!! É uma gestação de arte gente! Como eu tinha apenas algumas horas resolvi ver o mais importante: Mona Lisa! Achar o famoso quadro foi tranquilo, difícil foi chegar até ele. A obra fica em uma sala com outros quadros, mas tem uma parede só pra ela, um cercadinho a metros de distancia dela e um vidro master grosso a sua frente, se não bastasse o cercadinho (que eu derrubei por sinal :p) e o vidro, ainda tinha um mar de gente pra ver aquele quadro minúsculo. Na internet e por livro dá pra ver bem mais detalhes, mas só de estar na frente da coisa real, eu já me senti super bem!
Demos algumas voltas pelo Louvre e lá é um encanto, mas cansa de maaaaaais, e olha que não vimos nem um décimo do lugar!

Louvre

Mona Lisa

e a galera pra vê-la

Depois fomos fazer compras e mais tarde encontramos com o resto do grupo para um passeio de barco no famoso Rio Sena durante o pôr-do-sol. Foi tudo muito lindo! Vimos as luzes da torre acendendo, as pessoas tomando vinho ao redor do rio...tudo muito Paris. Certa hora estávamos chegando na ponte Marie, uma das mais lindas do rio, a mulher que nos guiava disse que se era a primeira vez que você visitava Paris você deveria fazer um pedido e dar um beijo na pessoa ao seu lado. Como era minha primeira vez em Paris eu fiz o que mandava a lenda hahahahahah só não conto quem estava do meu lado.

A tal ponte

O dia seguinte era dia livre, tínhamos tudo planejado, iríamos acordar cedo para fazer render o último dia em Paris, mas assim que acordamos percebi que o plano ia babar.
Nossa guia nos chamou para o meio da rua e jogou a bomba: 10 pessoas teriam que sair daquele albergue e ir para outro! Sei lá que merda que o Rotary arrumou pra isso acontecer. Daí ela começou a falar os nomes dos azarados: umas americanas, umas americanas, um canadense gay, Jéssica, Gabriela, Amanda, Ana e LUIZA! Como assim? Eu e as meninas ficamos chocadas, por que raios nós eramos as únicas brasileiras que tinham que separar? Porque só tinha mulher (e um meio homem) naquele esquema? E quem deu o direito a eles de me colocarem num buraco separada de todo mundo quando eu paguei o mesmo que eles?
Fiquei puta da cara, mas não deixaria aquilo me abalar no meu dia livre em Paris, levei minhas coisas para o novo Albergue. Primeiro tapa na cara: O lugar era looooonge! Entramos no Albergue maaaaas, segundo tapa na cara: nossos quartos não estavam liberados ou seja, colocamos nossa bagagem em um quartinho confiando em pessoas que nunca tínhamos visto para cuidar das nossas coisas! Terceiro tapa na cara, ficaríamos em quartos separados, e detalhe, só as brasileiras estavam com esse problema porque as gringas conseguiram ficar juntas!
Passada a raiva e a confusão já era meio dia, adeus manhã em Paris, ok.
Resolvemos ir ao Montmartre, minha mãe vive falando desse bairro que é um charme e lá é o Moulin Rouge. Eu não sei qualé-quié o charme que minha mãe achou naquele lugar, mas tudo que eu vi foi um tanto de sex shop, museus do sexo e afins, e claro, o famoso moinho vermelho. De fato o cabaré é um charme mas como não dava pra entrar tinha pouco pra ver além da faxada do lugar. Como eu não queria perder a viagem nem todo o trabalho de chegar até lá (aliás, o metro de Paris é uma loucura de se orientar) resolvi entrar num sex shop, mas nada muito vulgar, era um bem a lá cabaré antigo, peguei uns espartilhos e vesti todos! Me senti a dançarina de cancan hahaha

Moulin Rouge (estava ventando de maaaaais)


Depois do Moulin Rouge fomos para a Ópera de Paris. Emocionante!!! A lenda do fantasma da ópera acontece lá e eu sempre via DVDs de ballets do lugar e era exatamente como imaginava, mas ainda mais bonito e grandioso, só achei o teto do teatro um desastre, eu sempre imaginava uma coisa clássica bem pintada, mas quando olhei para o alto vi uma pintura mal feita, meio moderna....era pra ser algo do tipo atualizado e tals...mas come on!! Aquele teatro é todo clássico e colocam aquela cagada moderna no teto?
Um dos salões da Ópera de Paris

O teto bleh

Passado o momento revolta com o teto fomos fazer compras e marcamos de encontrar mais tarde na torre pra fazer alguma coisa de noite. Voltamos ao albergue para nos arrumar e quarto tapa na cara: além de nos colocarem em quartos separados estávamos com pessoas desconhecidas, a minha sorte é que eu fiquei com mais três meninas, mas minhas amigas estavam dividindo quarto com homens, a Gabi estava em um quarto só com homens!!! Responsabilidade Rotary my ass!
Com toda a confusão chegamos tarde na torre e descobrimos que o último trem pro buraco de onde era o albergue sairia meia noite, ou seja, só deu tempo de subir na torre e voltar, e quase perdemos o último trem! Além de ser longe, não tinha NADA aberto perto do albergue e ficamos zanzando pelas ruas vazias e acabamos em um bar árabe comendo sandwich de kebab, ou seja, Rotary cagou na minha última noite em Paris.

No alto da torre

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mônaco e Avignon

Voltei!!! Não de vez, mas alguns colegas meus andam de xingando porque eu abandonei isso aqui sem terminar meus relatos e me fizeram PROMETER que eu iria postar pelo menos o resto das cidades que visitei na Europa. Eu sei que nem metade das pessoas que antes liam meu blog vão ver isso, mas promessa é promessa.
Meu último relato foi ainda sobre a Itália, nosso próximo destino era Mônaco. Mas quando entramos no ônibus percebemos que havia um passageiro a mais, era um MACACO GIGANTE! Um gorila de pelúcia que uma mexicana SEM NOÇÃO comprou por 100 euros! O bicho era enorme e ocupava mais de uma poltrona e ficávamos revezando pra passar calor do lado daquela aberração de pelúcia.

O gorila da sem noção

Mas então, Mônaco, pra quem não sabe Mônaco é um país, o segundo menor do mundo, perdendo só para o Vaticano (sim o Vaticano é um País) mas é o Estado com a densidade populacional mais alta do mundo! E de cara percebemos que o que veríamos dali pra frente não seria nada comum. A fronteira é literalmente um muro e um portão, ao passar pelo portão o susto: prédios ENORMES por todos os lados, subindo morros e ocupando cada milímetro daquele lugar, e só prédio de luxo. Olhando para baixo vimos o mar qualhado de barcos enormes, mas muitos barcos mesmo.
Passeamos um pouco pela cidade, pelos cassinos, pelo palácio e pela pista de fórmula 1 de lá (GP de Mônaco lembra?). A casa minuto que passava eu me sentia mais desconfortável naquele lugar, como pode existir tanta gente rica dessa maneira no mundo? Um país inteiro formado por pessoas podres de ricas que passam as noites em cassinos e o dias em seus iates...UM PAÍS INTEIRO DE RICOS! O metro quadrado de Mônaco é o mais caro do mundo, 50 mil euros! Eu me senti A pobre lá, e a cada minuto que passava ficava mais ainda porque pra tomar um suquinho eu gastei uma fortuna.
A sorte que passamos menos de um dia lá. Não me leve a mal, o lugar é lindo e tudo mais, mas pra curtir o país você tem que estar nadando na grana.

Mônaco: onde os pobres não têm vez

Pelos carrinhos deu pra sentir o drama né?

Partimos em direção à França...França!!! Sempre foi meu grande sonho conhecer aquele país de sons e sabores, pode parecer um puta cliche, mas eu não me importo, des da primeira vez que assisti o Fabuloso Destino de Amelie Poulain (o que justifica o nome do meu blog) eu não tirei da cabeça que um dia eu iria sentar em um banco de uma praça na frança e escutar um acordeon tocar...
Chegando à Avignon as notícias: 1. O albergue era uma DROGA sem fim! Juro! Três chuveiros pra 20 meninas e NENHUM espelho no banheiro! E detalhe: os vasos sanitários eram em um banheiro super longe do lugar que tinha pia pra lavar as mãos...como assim, WTF? Notícia 2. ia ter um show de fogos e a ponte para a cidade estava fechada, eu seja, estaríamos isolados até o dia anterior...o jeito foi deitar na grama e assistir os forgos.

O albergue era um cocozinho, mas a vista.....

No dia seguinte fomos para a cidade...OMG! Eu estava vivendo meu sonho! Avignon é uma cidade medieval super bem cuidada, com muros ao redor e castelo no centro! Um cenário de filme! Assim que chegamos na frente do castelo escutei um acordeon e um violoncelo tocando uma valsa liiiiinda. Eu quis chorar, juro! Primeiro que aquilo era lindo e realidade, e segundo que naquele dia faltavam exatamente um mes pra eu voltar pro Brasil, e apaixonada pela Europa como eu estava, tudo que eu menos queria era partir. Uma amiga me puxou pra dançar valsa e esqueci de tudo, só sabia que estava alí, rodopiando em meio de uma cidade perdida no tempo, ao som do acordeon francês...
O dia foi maravilhoso, passeamos muito. Em certo momento uma amiga cismou que queria fazer o segundo furo na orelha mas ela estava com medo da dor. Entramos em uma joalheria e eu disse que faria o meu terceiro para incentiva-la, uma ótima lembrança da minha França querida.
De noite compramos um vinho baratesimo, tipo, vinagre quase, e cada um foi com sua garrafinha escondida para o hotel. Eu nunca falo de bebida aqui, mas é que no Rotary é proibido beber, mas como não sou mais intercambista eu posso contar os podres da viagem. Bebemos a garrafa toda, cada menina bebeu uma inteira e resolvemos sair. Era segunda feira e a cidade estava deserta, mas eu achei tudo muito divertido ahhaha
Eu estava usando um sapatinho de paetes, lindo, mas assim que eu atravessei a ponte e pus meus pés na cidade a sola de um pé soltou, depois a sola do outro, depois as palmilhas...por fim os meninos arrancaram cada pedaço do meu sapato de recordação daquela noite louca e eu fui descalça até o albergue, e de novo, achei tudo muito divertido hahahah

Eu marcando o brinco da Ana

Shall we dance?

Ai sapatinho :(

Como eu disse, tudo era muito divertido hahah