Últimos dias no Peru

Dia 12-01/01: Programação do dia: sobreviver


Esse dia tínhamos reservado pra não fazer nada da vida, apenas nos recuperar. Foi um dia cheio de pequenos passeios, comida e um ou outro mal estar pelo caminho.

Compramos o resto das lembrancinhas e eu comi o famoso porquinho da índia peruano que há tempos queria provar. Foi muito caro, mas valeu a pena! Uma delícia.

De noite até pensamos em sair, mas cada uma estava com as suas complicações pessoais e o melhor a fazer era dormir.

Dia 13- 02/01: Vale Sagrado

Fechamos o passeio do Vale Sagrado junto com os brasileiros do nosso hostel e logo de manhã partimos. O Vale Sagrado é chamado assim devido à grande quantidade de diferentes tipos de milho que ali era plantado, o que era muito valorizado antigamente e hoje o milho é muito importante para o Peru.

Pisaq
O passeio começa em Pisaq, uma cidadezinha com ruínas incas, mas nada muito diferente do que estávamos vendo há dias e o passeio foi bem rápido porque estávamos atrasados. Eu recomendo fazer esse passeio antes de Machu Picchu pra não perder a graça. Depois fomos a uma loja de prataria onde aprendemos como diferenciar a prata real da imitação, muito útil nas lojinhas peruanas. Eu comprei um anel lindo com a pedra de Machu Picchu e paguei R$ 40,00, barato pra ser prata e pedra.

A próxima parada era o almoço. Nós fechamos o pacote com almoço e isso nos custou R$ 30,00 a mais. Aceitamos pagar porque segundo a mulher da agência não se come por menos que isso no Vale e estávamos comprando um buffet incrível. Se o buffet era incrível mesmo não dá pra saber porque chegamos tão tarde que quase não tinha mais nada. Mesmo assim eu consegui comer pra caramba e quase passar mal, cada um com seus talentos né. Mas a dica é não cair nessa, os meninos que estavam com a gente não fecharam nada e pagaram uns 9 reais numa refeição também meia boca.

E esse vento?
Ollantaytambo era o próximo local a ser visitado. O lugar é lindo e bem no meio do Vale, de maneira que surgia um corredor de vento super forte e gelado. As ruínas dos incas, sempre incríveis, completavam a vista linda do lugar.

Mas nesse dia havia um grande problema. Compramos um ônibus para Arequipa às 21:30 e se não chegássemos a tempo a gente ia perder dinheiro e ter que achar um lugar pra dormir, já que a reserva do Pirwa tinha acabado e as nossas mochilas estavam na agência, que inclusive fechava 20:30. Para nossa alegria o passeio terminou às 17:30 e como até Cusco seriam apenas 2 horas, teríamos tempo de sobra pra chegar na rodoviária. Mas, como já disse aqui antes, duas horas de antecedência não são suficientes pros lados de lá.
Despedida dos novos amigos

Pro nosso desespero geral o guia foi ao microfone e disse que estávamos indo a mais uma ruína, Chinchero. Perguntamos pra ele que horas chegaríamos em Cusco e ele respondeu tranquilamente: “Duas horas até Chinchero, depois uma hora de visita e mais 40 minutos até Cusco… 21:40 ok?” Não, não estava ok. Pânico!! Ficamos falando na cabeça dele que tinham nos falado que 18:30 estaríamos em Cusco e que ele tinha que dar um jeito de fazer isso funcionar. Pra nossa sorte ele era um amor e saiu correndo com a gente pela estrada imediatamente. Começamos a correr pela cidade escura até chegar na rodovia. Ele parou o primeiro ônibus que passou, perguntou se ia para Cusco, quando o motorista disse que sim, nos enfiou lá dentro. Graças a ele pegamos as mochilas e chegamos a tempo para o ônibus.

Entrei no ônibus sem nem acreditar no nosso azar e sorte, tudo ao mesmo tempo. Respirei fundo e um rapazinho que carregava um apanhador de sonhos gigante começou a conversar comigo. Ele era chileno e estava muito interessado na minha história, eu já não estava muito a fim de conversa e não rendi muito papo. Sá ficou incomodadíssima com ele que não parava de me olhar e alguns minutos depois ele me entregou um pequeno pássaro de dobradura que acabara de fazer. Achei fofo, guardei o pássaro e fui dormir tranquila, enquanto ele me olhava bizarramente.

Dia 14- 03/01: A última cidade do Peru

Walking city tour
Chegamos em Arequipa pela manhã meio moídas da noite do ônibus. Meu pequeno admirador não deu mais trabalho e acabamos encontrando dois brasileiros que estavam na mesma van do terror que a gente em Machu Picchu e eram do interior de São Paulo. Fomos para o nosso hostel e como eles não iriam dormir na cidade, deixaram as mochilas com a gente.

Resolvemos passear e encontramos um city tour de graça e a pé. Nossa guia era uma fofa e a cidade uma gracinha. Pra falar a verdade quase não vi influência inca no lugar, Arequipa parece ter sido mais influenciada pelos espanhóis do que pela própria cultura peruana. É uma cidade tranquila e bem organizada. É também MUITO quente, tanto que foi a primeira vez que usamos shorts e sapatilhas na viagem.

O tour passa por igrejas, pontes, uma fabrica de tecido com pelo de alpaca/lhama e outros pontos da cidade. A melhor parte foi a parada final, quando entramos em um restaurante e provamos algumas bebidinhas peruanas.

O "mirante"
Depois fomos passear sozinhos, mas nada foi muito promissor. Primeiro fomos ao mercado municipal. Eu amo mercados, por mim eu passaria horas ali só olhando as coisas bizarras que eram vendidas, mas acho que o resto do grupo não curtiu muito o lugar. Durante o  curto passeio, Bruno, um dos meninos que estavam com a gente, pegou uma garrafa pet cheia de lagartinhos e começou a olhar bem de perto, os lagartinhos estavam paralisados e pareciam pra decoração, mas de repente o bichinho deu um pulo e nós tomamos o maior susto. A dona da loja não curtiu muito a cena, e, pela cara dela e pelos fetos de lhama empalhados que ela vendia, não devia ser a vendinha mais amigável do lugar. Partimos logo em seguida.

Por fim decidimos ir ao mirante do lugar, não achei grandes coisas, estava meio nublado e a vista não foi das melhores, o melhor a fazer era mesmo sentar e beber uma cervejinha.

Sentamos em um bar e provamos a cerveja da cidade e o pisco sour que é uma bebida típica dos lados de lá. Foi bacana conhecer melhor os meninos e rir muito das histórias de cada um tinha pra contar dessa aventura maluca. Eles logo partiram e nós voltamos para o hostel para dormir.


O dia seguinte seria a travessia para o Chile e sabíamos que ia ser bem puxado, mas mal sabia eu que depois da travessia é que o meu maior perrengue me esperava.

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